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Opinião

A tarefa (sempre) inacabada

“Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus.” 
(Efésios 2.8)
 
No dia 31 de outubro comemoraremos os 495 anos dos inícios do movimento que ficou conhecido como Reforma Protestante. Desde aquela data em 1517 o mundo jamais foi o mesmo. Os eventos que se seguiram à afixação das 95 teses de Martinho Lutero às portas da catedral de Wittemberg, foram, depois de Pentecostes, os maiores acontecimentos do cristianismo. 
 
Evidentemente que com isso não queremos afirmar que desde o derramamento do Espírito como cumprimento da promessa de Jesus, até o século 16, nada de bom existiu na Igreja, longe disso. É inegável a doutíssima contribuição de homens como Policarpo de Esmirna, Inácio de Antioquia, Irineu de Lião, Justino, Clemente, Atanásio, Crisóstomo, Ambrósio, Agostinho, Gregório de Nissa, Gregório Magno, Leão Magno, apenas para citar os pais da Igreja. São deste tempo os  grandes Concílios da Cristandade: Eféso, Níceia, Calcedênia, Constantinopla I e II, a definição do cânon da Bíblia com seus 66 livros, as primeiras traduções da Bíblia para uma língua popular: a Vetus Latina e a Vulgata, as catequeses, comentários aos livros bíblicos, sermões e instruções eclesiásticas. A Idade Média também testemunhou grandes vultos da Igreja: Gregório VII, Bernardo de Claraval, Boaventura, Columbano, Francisco de Assis, Alberto Magno, Pedro Lombardo e Tomás de Aquino, deste período podemos destacar as Sumas Teológicas e os compêndios sobre a vida espiritual que buscavam sistematizar o imenso patrimônio da fé vivida e transmitida ao longo dos séculos. 
 
Entretanto, a Igreja, não obstante os seus luminares, afastou-se progressivamente da fonte de todo conhecimento e verdade que são as Sagradas Escrituras. Este afastamento se deu não só entre o clero, o que já seria uma tragédia, mas ela desapareceu por completo das mãos, das mentes e dos corações dos homens e mulheres do século XVI. O culto, sem Bíblia, era sem vida e sem inspiração. O misticismo predominava, não havia instrução e com isso a ignorância e a imoralidade grassavam entre o povo e entre o clero, a situação caótica e a falência da civilização era o exato reflexo do colapso de um cristianismo sem Bíblia! 
 
Naqueles dias, Deus que é rico em misericórdia, levantou e serviu-se de um homem de personalidade singular, o então monge agostiniano Martinho Lutero cuja piedade e o histórico espiritual eram a síntese mais perfeita de um cristão daquele tempo: um homem desesperado, falido, sem esperanças, atormentado, nas trevas da ignorância, não obstante a sua refinada intelectualidade. Redescobrindo a Bíblia e nela o Deus santo e misericordioso e sua graciosa salvação, a partir de si mesmo, Lutero viveu e deu início por meio de sua pregação, em meio a muitas e algumas inglórias batalhas, ao evento que, tornando conhecidas as Escrituras e as suas exigências no culto e na obediência, a Reforma da Igreja, que se verificou mais tarde, ser muito mais que isto, foi também a fundação de uma nova civilização e de uma nova humanidade. 
 
Os ventos da Reforma não varreram apenas a Igreja, mas também principados, reinos e Estados. Transformou a educação, a economia, a política, as artes, a filosofia e a estética. 495 anos depois, a Reforma permanece uma necessidade e uma tarefa inacabada. Seu lema mais conhecido é também a sua verdade mais imperiosa: A Igreja Reformada, sempre necessitará reforma-se. Isto é, a cada geração, devido a nossa pecaminosidade, precisamos do auxílio do Espírito Santo para fazer-nos redescobrir a eterna novidade das Escrituras e seu inerrante e indefectível padrão e conduta e prática para o cristão, a Igreja e a sociedade humana. 
 
A melhor maneira de homenagear a memória de nossos heróis reformadores, muitos dos quais deram as suas vidas pela verdade (Wicllife, J. Huss, Savanarola,Zwinglio, os Huguenotes,  os mártires da Guanabara) é apegar-nos com mais radicalidade à Bíblia e obedecer a instrução de Tiago: “Sejam praticantes da Palavra, e não apenas ouvintes, enganando-se a si mesmos” (Tg 1.22).


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É ministro da Igreja Presbiteriana Central de Itapira (SP) e professor de Teologia Pastoral e Bioética no Seminário Presbiteriano do Sul, de Filosofia na Faculdade Internacional de Teologia Reformada (FITREF) e de História das Missões no Perspectivas Brasil.
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