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Opinião

Por que fazer festa? Por que estamos alegres?

Por Luiz Fernando dos Santos

“Não se entristeçam, porque a alegria do Senhor os fortalecerá." (Ne 8.10)
 
O terceiro domingo do Advento é conhecido como o domingo da Alegria. Conhecido entre os liturgistas e liturgos como Domingo Gaudete. Recebe este nome das antífonas que começam com a expressão “Alegrai-vos”. 
 
A alegria é uma evidência e um fruto do Espírito. Uma alegria produzida pela certeza do perdão dos pecados, pela justificação que nos colocou em um estado de paz com Deus, pela adoção, pois o Espírito atesta ao nosso espírito que somos filhos de Deus. Alegria pela santificação, pelos muitos favores imerecidos e as bênçãos que Cristo conquistou e estão à nossa disposição; é um estado de gozo e contentamento. 
 
A alegria é também uma qualidade do coração crente. Uma qualidade que tem a ver primeiro com a satisfação da obra da redenção e com as provisões diárias do amor cuidador de Deus. Essa qualidade do coração nos leva a uma vida de bendição, gratidão e constante reconhecimento dos dons do Senhor em nossa vida. Essa alegria do coração nos torna pessoas agradáveis, amáveis, gentis, delicadas, acolhedoras e profundamente empáticas. 
 
A alegria é também uma ordenança, um preceito bíblico inescapável. Temos o dever de ser e estar alegres. O Senhor não aceita, não recebe uma oferta, um sacrifício, um trabalho, ofício ou ministério sem alegria. As Escrituras deixam isso claro: “Servi ao Senhor com alegria, apresentai-vos diante dele com cânticos” (Sl 100.2); “Servi ao Senhor com temor e alegrai-vos nele com tremor” (Sl 2.11). E ainda: “Cada um dê conforme determinou em seu coração, não com pesar ou por obrigação, pois Deus ama quem dá com alegria” (2Co 9.7). Constitui pecaminosidade servir a Deus sem alegria: “Uma vez que vocês não serviram com júbilo e alegria ao Senhor, ao seu Deus, na época da prosperidade, então, em meio à fome e à sede, em nudez e pobreza extrema, vocês servirão aos inimigos que o Senhor enviará contra vocês. Ele porá um jugo de ferro sobre o seu pescoço, até que os tenham destruído” (Dt 28.47,48). 
 
A alegria requerida aqui está relacionada com o desejo de que outros entrem na alegria do Senhor. Tem a ver com o desejo sincero de que muitos outros sejam trazidos para o banquete da vida, da justiça, da paz e da salvação. Numa palavra, essa alegria é o combustível para o testemunho e o anúncio, é o que torna atraente e cativante a vida de obediência e discipulado em Cristo. A alegria do coração crente, manifestada em uma vida cheia de entusiasmo é o que torna tanto crível quanto desejável o Evangelho e a mensagem da cruz. 
 
Na expectativa santa de iniciarmos as comemorações natalinas, é nosso dever encher essa festividade, que é tanto cristã como irreversivelmente posse da cultura secular, dessa alegria sobrenatural, divina, que não pode ser produzida e muito menos adquirida, por mais que se ofertem por ela todos os tesouros da Terra. Faz parte das celebrações que se aproximam darmos testemunho da nossa exultação em Deus, em suas palavras, em suas promessas e em seus grandes feitos. Nosso júbilo deve ser conhecido de todos os homens porque o Salvador nos foi dado, veio até nós, baixou-se das alturas para se tornar nosso irmão, nosso Senhor e redentor. 
 
Nossa alegria por Jesus deve mirar-se nos santos anjos que descendo dos céus apresentaram um inigualável cântico aos pastores em Belém (Lc 2.1-20). Devemos tomar como exemplo os magos do oriente que fizeram uma longa e perigosa viagem, guiados pelo brilho de um astro inanimado, para adorar o menino nascido, Senhor da vida. De tanta alegria pelo encontro, ofertaram cada um os mais ricos presentes da época (Mt 2.1-12). Temos ainda os exemplos de Simeão e Ana, no templo, que não puderam conter as lágrimas, com os corações traspassados de tamanha felicidade por terem diante dos olhos e em seus braços a luz das nações (Lc 2. 25-38). 
 
Devemos comunicar ao mundo as razões da nossa alegria, o motivo da festa, a causa da nossa ação de graças, o porquê dos nossos corações estarem dilatados em inarráveis doçuras de amor: "Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. Pois Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, mas para que este fosse salvo por meio dele” (Jo 3.16,17). Façamos do Natal a festa da alegria do Senhor.
 
• Luiz Fernando dos Santos

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É ministro da Igreja Presbiteriana Central de Itapira (SP) e professor de Teologia Pastoral e Bioética no Seminário Presbiteriano do Sul, de Filosofia na Faculdade Internacional de Teologia Reformada (FITREF) e de História das Missões no Perspectivas Brasil.
  • Textos publicados: 71 [ver]

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