Apoie com um cafezinho
Olá visitante!
Cadastre-se

Esqueci minha senha

  • sacola de compras

    sacola de compras

    Sua sacola de compras está vazia.
Seja bem-vindo Visitante!
  • sacola de compras

    sacola de compras

    Sua sacola de compras está vazia.

Opinião

As heresias e a política: C. S. Lewis em tempo de eleição

Por Paulo Ribeiro 

Uma das tentações mais “eficientes” e, talvez, a mais usada nas nossas escolhas, especialmente em tempo de eleições, é a redução do bem ou do mal à apenas um aspecto. E, é nesse contexto, que aparecem as heresias morais mais comuns.

C. S. Lewis lutou contra muitas dessas heresias morais. Por exemplo:

Moralismo: A idolatria da bondade moral como a coisa mais importante.
Subjetivismo: A redução da bondade ou da maldade à subjetividade.
Positivismo: A redução dos valores de bondade ou maldade a uma escolha humana.
Relativismo cultural: A redução da bondade e da maldade a um lugar ou cultura.
Emotivismo: A redução da bondade ou maldade às emoções.
Utilitarismo: A redução da bondade à utilidade ou eficiência.
Hedonismo: A redução da bondade ao prazer.
Pragmatismo: A associação da fraqueza à bondade e do poder à maldade.
Cinismo: A negação da existência da bondade humana.
Nominalismo: A redução da bondade à tradição.
Secularismo: A redução do bem ao meramente material.

E Lewis também lutou contra outras heresias. Por exemplo:

Esnobismo Cronológico: só vale o que é novo.
Militarismo e o Patriotismo Irracional: meu país sempre, certo ou errado.
Fundamentalismo: A redução da bondade à obediência às doutrinas religiosas.

Lewis também promoveu o debate Socrático, rejeitou a superioridade da elite intelectual e política, e encorajou uma reflexão profunda das coisas que levam em conta tanto a observação teórica como o envolvimento prático com a realidade.

Nas Cartas do Diabo, C.S. Lewis observa que os Cristãos cometem dois erros opostos com relação aos espíritos malignos. Um erro é tratar esses espíritos como uma forma de superstição e o outro é se tornar obcecado, achando que tudo está relacionado com eles. E este sentimento é transportado para política. Para uns a política é coisa demoníaca e deve ser evitada. Para outros, a política – a cada eleição –, é sua única esperança e a ela se entregam de todo o seu coração.

Enfim, são muitos os desafios da política para os cristãos, especialmente com as “cruzadas” que envenenam o ambiente, demonizam os adversários e, quase sempre, reduzem as campanhas a um ou outro “problema específico”.

Política também não é algo para ser tratado com as emoções. É mais como educar uma família ou dirigir um negócio – requer compromissos de longo prazo. Não é uma “disputa” para ver quem ganha mais, mas um meio para trazer justiça, dignidade e proteção à vida humana – do berço à sepultura.

É preciso cuidado com as heresias. Elas podem nos levar a decisões catastróficas.

Leia mais
Doutor em engenharia elétrica pela Universidade de Manchester, na Inglaterra, é pesquisador e professor na Universidade Federal de Itajubá, MG. É originário do Vale do Pajeú e é torcedor do Santa Cruz.
  • Textos publicados: 8 [ver]

QUE BOM QUE VOCÊ CHEGOU ATÉ AQUI.

Ultimato quer falar com você.

A cada dia, mais de dez mil usuários navegam pelo Portal Ultimato. Leem e compartilham gratuitamente dezenas de blogs e hotsites, além do acervo digital da revista Ultimato, centenas de estudos bíblicos, devocionais diárias de autores como John Stott, Eugene Peterson, C. S. Lewis, entre outros, além de artigos, notícias e serviços que são atualizados diariamente nas diferentes plataformas e redes sociais.

PARA CONTINUAR, precisamos do seu apoio. Compartilhe conosco um cafezinho.


Leia mais em Opinião

Opinião do leitor

Para comentar é necessário estar logado no site. Clique aqui para fazer o login ou o seu cadastro.
Ainda não há comentários sobre este texto. Seja o primeiro a comentar!
Escreva um artigo em resposta

Ainda não há artigos publicados na seção "Palavra do leitor" em resposta a este texto.