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A Cruz: a grande tentação de Cristo

A propósito do “Dia da Cruz”, comemorado no dia 14 de setembro, publicamos o capítulo 14 do livro Não Perca Jesus de Vista, do pastor Elben César, para quem “a cruz não pode ser banida em hipótese alguma e em tempo algum”.
 
Por intermédio da cruz
 
“Desde aquele momento Jesus começou a explicar aos seus discípulos que era necessário que ele fosse a Jerusalém e sofresse muitas coisas às mãos dos anciãos, dos chefes dos sacerdotes e dos mestres da lei, e fosse morto e ressuscitasse ao terceiro dia” (Mt 16.21, NVI)
 
Na entrevista de Mario Puzzo, autor de O Poderoso Chefão e Os Tolos Morrem Antes e dos scripts de Terremoto e Superman, o Filme, à revista Veja, em maio de 1979, aparece uma brincadeira sem graça e irreverente. Diz ele que se o Super-homem pudesse fazer a terra girar em sentido contrário para retroceder o tempo em dois mil anos, então seria possível salvar Jesus Cristo da morte.
 
Não é a primeira vez nem será a última que homens e demônios tentam afastar Jesus da cruz, seja por brincadeira, como a de Mario Puzzo, ou por um motivo aparentemente sério, como o de Pedro. A cruz não pode ser banida em hipótese alguma e em tempo algum. Pois foi “por intermédio da cruz” que Jesus destruiu a inimizade que havia entre judeus e gentios e anunciou paz aos que estavam longe (aos gentios) e paz aos que estavam perto (os judeus), reconciliando uns e outros com Deus (Ef 2.11-22).
 
Pedro cometeu acertos e desacertos quando era discípulo de Jesus. O maior acerto de todos foi a sua confissão de fé: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”. Jesus o cumprimentou por isto: “Bem-aventurado és, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue quem to revelou, mas meu Pai que está nos céus” (Mt 16.16-17). O maior desacerto de todos aconteceu logo em seguida. Foi quando Pedro teve a ousadia de chamar Jesus à parte para reprová-lo por sua firme disposição de seguir para Jerusalém, onde sofreria muitas coisas e seria finalmente morto e ressuscitado. Embora Jesus tenha sido complacente com Pedro em outros desacertos, inclusive quando o apóstolo o negou três vezes seguidas, desta vez o Senhor é enérgico com Pedro e lhe diz francamente: “Arreda, Satanás! Tu és para mim pedra de tropeço, porque não cogitas das coisas de Deus, e, sim, das dos homens” (Mt 16.21-23).
 
A grande tentação de Jesus, da qual ele sempre se guardava, era desviar-se da cruz. Logo após o batismo e imediatamente antes do início de seu ministério, o diabo o tentou a este respeito no deserto (Lc 4.5-8). No Jardim do Getsêmani, Jesus luta desesperadamente em oração, “com forte clamor e lágrimas” (Hb 5.7), para não deixar de beber o cálice da morte (Mt 26.36-46). Até durante a crucificação, Jesus foi tentado a descer da cruz por todo o mundo: pelos chefes dos sacerdotes, os mestres da lei e anciãos (Mt 27.41-43), pelos soldados (Lc 23.36-37), por um dos ladrões com ele crucificado (Lc 23.39) e pelos transeuntes (Mt 27.39-40). Todos lhe diziam: “Salva-te a ti mesmo, se és Filho de Deus! E desce da cruz!”. O ladrão empedernido acrescentava: “Salva-te a ti mesmo e a nós também” (Lc 23.39). Ironicamente as autoridades religiosas gritavam: “Salvou os outros; a si mesmo se salve, se de fato é o Cristo de Deus, o escolhido” (Lc 23.35). E ainda prometiam zombeteiramente crer nele se Jesus descesse da cruz (Mt 27.42). Mas, em vez de salvar-se a si mesmo, Jesus fez exatamente o contrário: “A si mesmo se entregou por nós como oferta e sacrifício a Deus em aroma suave” (Ef 5.2) e “A si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte, e morte de cruz” (Fp 2.7-8).
 
O que muita gente não sabe, ou se esquece, é que Jesus poderia por si só livrar-se da morte e da cruz. Ele mesmo explicou a Pedro, quando este sacou da espada e golpeou o servo do sumo sacerdote em defesa de Jesus: “Você acha que eu não posso pedir a meu Pai, e ele não colocaria imediatamente à minha disposição mais de doze legiões de anjos?” (Mt 26.53). Mas até estes setenta e dois mil anjos como guarda-costas seriam desnecessários, graças ao poder que Jesus sempre manifestou e usou por seu próprio arbítrio (Lc 7.21-22).
 
Várias vezes antes da prisão de Jesus no Getsêmani, autoridades civis e religiosas tentaram prender ou matar o autodenominado Filho do homem. A primeira tentativa foi de Herodes, o Grande, logo após o nascimento de Jesus, em Belém da Judeia, só porque os magos referiram-se ao Senhor como o recém-nascido Rei dos judeus. A fúria de Herodes era sem igual, pois ele mandou assassinar todos os meninos de Belém e arredores, de dois anos para baixo, na certeza de que um dos mortos seria o filho de Maria (Mt 2.16-18). Mas, a esta altura, Jesus já estava no Egito, onde permaneceu até à morte de Herodes, no ano 4 da era cristã.
 
Quando o Senhor disse que ele era anterior a Abraão, “os judeus pegaram em pedras para atirarem nele, mas Jesus se ocultou e saiu do templo” (Jo 8.58-59). Houve outras tentativas inúteis e fracassadas para prender e para apedrejar Jesus (Jo 7.30, 32, 44; 8.20; 10.31, 39; 11.47-57). Foram inúteis porque “ainda não era chegada a sua hora”, como João explica (Jo 7.30; 8.20).
 
É muito instrutivo observar a mudança do tempo do verbo entregar quando ele se refere à entrega de Jesus nas mãos dos homens para ser morto. Quando o Senhor prediz a sua morte ainda na Galileia, ele garante: “O Filho do homem está para ser entregue nas mãos dos homens e estes o matarão” (Mt 17.22-23). Quando o Senhor acaba de orar no Getsêmani e Judas e a coorte se aproximam, Jesus explica: “O Filho está sendo entregue nas mãos de pecadores” (Mt 26.45). E quando Paulo trata da expiação operada por Jesus, escreve: “O qual foi entregue por causa das nossas transgressões” (Rm 4.25).
 
Quando Pilatos superestimou o seu poder lembrando a Jesus que ele tinha autoridade para soltá-lo e autoridade para crucificá-lo, o Senhor o corrigiu de pronto: “Nenhuma autoridade terias sobre mim, se de cima não te fosse dada” (Jo 19.11).
 
Só há uma explicação para a morte de Jesus e é ele mesmo quem a oferece: “Ninguém tira a minha vida de mim, mas eu a dou por minha espontânea vontade. Tenho autoridade para dá-la e para retomá-la. Esta ordem eu recebi de meu Pai” (Jo 10.18). Pouco antes, Jesus havia se apresentado como o bom pastor, e deixado bem claro: “O bom pastor dá a vida pelas ovelhas” (Jo 10.11). Ele veio ao mundo precisamente para “servir e dar a sua vida em resgate por muitos” (Mc 10.45).
 
Quem está imbuído da Palavra de Deus há de se lembrar da profecia de Isaías de que Jesus daria a sua alma como oferta pelo pecado (Is 53.10). E também desta mais do que solene declaração: “Nessa vontade (a vontade férrea de Jesus de fazer o que sangue de touros e de bodes não podia fazer) é que temos sido santificados, mediante a oferta do corpo de Jesus Cristo uma vez por todas” (Hb 10.10).
 
O propósito das celebrações da Ceia do Senhor é tornar o sacrifício de Jesus continuamente lembrado: “Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim” (1Co 11.24).
 
Nota: Texto publicado originalmente em Não Perca Jesus de Vista (Editora Ultimato).

 

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