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Palavra do leitor

Do soberano amor de Deus

Algumas pessoas, lendo passagens como "terei misericórdia de quem eu quiser ter misericórdia, e terei compaixão de quem eu quiser ter compaixão" (Êxodo 33:19), tendem a ver ali um Deus autoritário, que usa e abusa do seu poder supremo ao seu bel-prazer.

Entretanto, o Deus que eu vejo nestas expressões é um Deus soberano em amor, que ama além das nossas limitações, cujo amor fere nossa vã moralidade, um amor absurdo, escandaloso, que às vezes nos causa até raiva.

De fato, nosso falho senso de justiça muitas vezes acusa "falsos positivos" no amor de Deus, detectando como "exageros" ou mesmo "injustiças" determinados atos de extrema bondade divina.

Foi assim com o irmão mais velho do filho pródigo, por exemplo (Lucas 15:11-32). O amor do pai, ao receber com alegria o filho que o desprezara e que se desfizera de todos os seus bens indignou seu outro filho, deixou-o enciumado, feriu sua justiça própria.

Algo semelhante ocorre na parábola dos trabalhadores (Mateus 20:1-16). Alguns homens, tendo trabalhado muitas horas a mais do que outros, e vendo que todos receberiam o mesmo salário, foram se queixar para aquele que os tinha contratado. Todavia, a resposta que receberam foi: por acaso não me é lícito fazer o que eu quiser do que é meu? Ou é mau o vosso olho porque eu sou bom?

Com efeito, a absoluta generosidade divina muitas vezes ofende nosso relativo senso de justiça humano. Mas, o que é mais próprio de Deus senão o amor? Ora, Deus é amor (1 João 4:8), e nenhum dos Seus atos é estranho a ele. Portanto, quando Deus ama "acima do esperado", isto não deveria nos escandalizar. Nunca deveríamos olhar com maldade para a bondade do Criador.

E é justamente por este ângulo que devemos analisar passagens como "terei misericórdia de quem eu quiser ter misericórdia..." Ali não se trata de poder infinito, mas de amor ilimitado; de um amor que está para além das convenções humanas; de um amor soberanamente absurdo e escandaloso, que não pergunta a ninguém se é "lícito"ou "ilícito" praticar a generosidade, a graça, o perdão.

Enquanto não aceitamos que Deus toma do que é Seu, daquilo que Lhe é mais próprio, que é o amor, e distribui liberalmente a quem quer e do jeito que quer, nós ainda somos meros carnais e compreensão alguma acerca do caráter de Deus e do Evangelho habita em nós.

Não estranhemos, pois, o fato de Deus agir soberanamente em amor, tampouco dissociemos o Seu poder do Seu amor, haja vista que nenhum ato soberano do poder de Deus é jamais estranho ao Seu amor, sob pena de Ele negar-se a Si mesmo, o que é abertamente impossível (2 Timóteo 2:13).

Que os nossos olhos também nunca vejam com maldade a bondade divina só porque O achamos demasiadamente generoso ou longânimo para com aqueles que não julgamos "merecedores". Deus, em seu louco e soberano amor, ainda é infinitamente mais justo e sábio do que todos os nossos trapos de imundície, aos quais chamamos de "justiça" (Isaías 64:6) jamais serão...

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