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Palavra do leitor

7 Argumentos bíblicos contra a perseguição pentecostal às pessoas sérias

Estou cansado de ouvir pregadores pentecostais repetirem bobagens como "Deus não gosta de crente fechado, de gente sisuda. O crente precisa ser alegre e viver sorrindo". Digo que são bobagens porque tais frases carecem totalmente de respaldo bíblico, como veremos a seguir.

1. Em primeiro lugar, está escrito que a tristeza do rosto torna melhor o coração (Ec 7.3). Isto significa que uma pessoa "séria" ou "fechada" muitas vezes não é mal-humorada, mas apenas está passando por um momento difícil ou então tornou-se assim pela sua própria história de vida. Contudo, pode ser que ela, interiormente, seja melhor do que muitos que vivem esbanjando simpatia a granel;

2. Além disso, atentemos para o que Deus disse ao profeta Samuel quando este foi ungir rei a um dos filhos de Jessé: eu não vejo como o homem vê; vocês vêem as aparências, eu vejo o coração (1 Sm 16.7). Portanto, quando julgamos o caráter ou a espiritualidade de uma pessoa segundo as aparências, estamos julgando-a utilizando critérios particulares, e não bíblicos. Ou seja, estamos ferindo o "não julgueis" ensinado por Jesus (Jo 7:24), que é quando nossa referência não é a reta justiça, e sim o julgamento segundo as exterioridades;

3. Outrossim, analisemos a criação: existem pássaros com plumagens exuberantes, outros com plumagens discretas; existem árvores frutíferas e árvores que apenas dão folhagens; existem flores belíssimas e cheirosas e existem flores minúsculas e sem perfume; existem estrelas mais brilhantes e outras menos reluzentes, e assim por diante. E o que isto deveria nos ensinar? Que além de Deus ser sábio e poderoso, ele também não gosta de mesmice! Ele gosta de variedade. Por isso mesmo ele criou pessoas extrovertidas, mas também as introvertidas; criou o que faz todo mundo rir, mas criou também o que faz todo mundo refletir, e nenhum é melhor do que o outro. Pessoas diferentes também são manifestações da multiforme Graça de Deus (1 Pe 4.10). Já pensou que chato um mundo onde todo mundo fosse igual?

4. No mesmo sentido do que acabei de dizer, temos as palavras de Paulo: um corpo é constituído por diferentes membros; da mesma maneira, é a Igreja, formada por pessoas com diferentes dons (Rm 12.4-8). Seguindo esta analogia Paulina, podemos perfeitamente dizer que na Igreja existem os alegres e os sérios; os dados aos trabalhos mais espirituais e os mais aptos às funções administrativas e/ou braçais; os que gostam mais de ouvir e os que preferem falar. Todos na Igreja desempenham um papel, desde o mais sério (não o falso sério, que quer parecer sério, mas sim o que naturalmente o é), fornecendo um exemplo vivo de gravidade e reverência, até o mais extrovertido que adora a Deus com palmas e glorifica-o com verdadeira alegria no Espírito.

5. Agora pense: já imaginou Jesus chamando os fariseus de "cegos, hipócritas, insensatos e filhos do inferno" (Mt 23) sorrindo?... Difícil conceber uma imagem assim, não é mesmo? E os profetas do Antigo Testamento (os verdadeiros) anunciando o castigo de Deus sobre reis, sacerdotes e sobre o povo como se estivessem contando uma piada atrás de um púlpito? Pois é, também não consigo imaginar uma cena como esta. O que eu quero dizer com estes exemplos (poderia dar muitos e muitos outros) é que a atual geração de crentes possui uma imagem fictícia acerca do caráter de um homem ou de uma mulher de Deus. Pensam que uma pessoa de Deus é SEMPRE amável, doce e delicada, quando na verdade temos inúmeros relatos de momentos em que diversos heróis da fé, além do próprio Senhor Jesus, mostraram-se extremamente rudes e até mesmo agressivos. Isto sem falar do profeta que escreveu um livro inteiro só de Lamentações...

6. Quem é sério, seja sério para o seu Senhor, e quem é alegre, seja alegre para o seu Senhor. Digo isto com base no que o Apóstolo Paulo ensinou sobre os que comiam de tudo e os que comiam legumes; entre os que faziam distinção entre dias e dias e aqueles para os quais todos os dias eram iguais: cada um igualmente deveria agir deste ou daquele modo na sua sinceridade para com Deus (Rm 14. 4-13). Afinal, é Deus quem conhece e julga as intenções do coração dos seus servos, e este é o único julgamento que a eles interessa;

7. Cristo morreu para fundar uma Igreja, não um circo. Parece um pouco radical, mas vamos fazer o seguinte exercício mental: levemos às últimas consequências a "teologia da simpatia" propagada por tantos. Se todos devem ser extrovertidos, alegres e risonhos o tempo todo, como pregar sobre temas como a paixão de Cristo, o inferno ou os castigos pelas desobediências? Dando gargalhadas?... Qual o lugar de uma certa gravidade ou reverência devida a Deus ao menos em dados momentos dos cultos? Uma igreja onde ninguém nunca pode ficar sério seria capaz de prestar um culto racional a Deus (Rm 12.1) com ordem e decência (1 Co 14.40)? O "guardar o pé" na Casa do Senhor (Ec 5.1) seria obedecido ou "alegremente" relativizado? Versículos como "Jesus chorou" (Jo 11.35) seriam proibidos?... Como vemos, se levarmos até ao fim certos ensinos teremos consequências inaceitáveis, o que prova que eles são equivocados e, portanto, não devem ser seguidos.

Isaías Medeiros
https://www.facebook.com/blogdoisaias
Florianópolis - SC
Textos publicados: 43 [ver]
Site: http://www.facebook.com/blogdoisaias

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