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Palavra do leitor

10 equívocos sobre adoração

Porque nós não estamos, como tantos outros, mercadejando a palavra de Deus; antes, em Cristo é que falamos na presença de Deus, com sinceridade e da parte do próprio Deus. II Cor.2:17

A música é uma das dádivas de Deus, por meio da qual o homem pode expressar louvor e agradecimentos ao seu Criador, bem como dar vazão às suas emoções, suas tristezas e suas alegrias.

A primeira referência da Bíblia à música ocorre antes do Dilúvio, na sétima geração depois de Adão: “[Jubal] mostrou ser o fundador de todos os que manejam a harpa e o pífaro.” Isto talvez descreva a invenção dos primeiros instrumentos musicais ou talvez até mesmo o estabelecimento de uma espécie de profissão musical. (Gn. 4:21)*

O versículo acima nos faz pensar em profundidade sobre aquilo que temos visto no Brasil nos movimentos de “adoração”. A palavra mercadejar(Grego=Kapeleuo) propõe conseguir ganho ilícito pelo ensino da verdade divina, corromper, adulterar. Ilícito aqui não significa algo em desacordo apenas com aquilo que a sociedade considera ser ilícito, mas sim em desacordo com a ética e integridade do evangelho. Ou seja, nem tudo que a maioria acha certo é realmente certo para Deus.

Creio que a situação atual da igreja em relação a adoração nos sugere algumas reflexões relevantes para nossa época, na qual pontuei 10 equívocos do universo evangélico brasileiro sobre adoração. Vejamos quais:

1ºEquivoco: Limitar a adoração ao reducionismo musical.

Comumente confundimos louvor com adoração. Louvor(tahilah) significa no original algo exigido pelos atos, atributos ou qualidades de Deus. Adoração(Shachah) significa inclinar-se, prostrar-se, ou seja, a atitude de se dobrar a vontade e o senhorio de Deus.

Louvor é nossa gratidão por aquilo que Deus faz e isto não se resume em música apenas, e adoração é nossa atitude de vida integral em relação aquilo que Deus é. Não adoramos Deus só com música, mas servindo o próximo, amando os excluídos, libertando os oprimidos, respeitando a diversidade, sem nos apostatar da verdade e etc.

2ºEquivoco: Alegorizar, esquecendo-se da centralidade bíblica.

Músicas humanistas e superficiais, pseudas revelações sobre rio do leão, unção do leão, shofar, chamar músicos de levitas, arca da aliança e elementos judaizantes como expressão de uma adoração “profética”, elementos veteros testamentários e outras distorções são comumente definidos pela maioria como respaldo para movimentos de adoração. A Bíblia é nossa referência nos assuntos de fé, portanto não podemos fazer interpretações baseadas apenas em textos isolados. Adoração é muito mais do que expressões alegóricas, é uma vida dobrada e rendida ao senhorio e vontade de Deus. Lembre-se, como diz a música de João Alexandre, não recosture o véu que Jesus já rasgou!

3ºEquivoco: Comercializar o sagrado.

Somos apenas mordomos dos dons que Deus nos confiou e não devemos fazer deles um meio imoral de comércio. Sei que produzir um cd ou um livro é algo caro e não vejo problema algum em vender para cobrir custos e etc. O que eu acho pernicioso e imoral é a atitude sistematizada de alguém que diz cantar para Jesus, mas cobrar cachês exorbitantes de 40, 60 e até 100 mil reais para “abençoar” o povo com o seu dom. Comercializar a adoração desta forma, fazendo disto um grande bazar evangélico nutrido por pessoas egocêntricas, hedônicas e com um estilo de vida que na grande maioria desafina com a verdade e proposta do evangelho em Jesus Cristo para seus seguidores é algo totalmente contraditório.
4º Equivoco: O paradigma entre o profissionalismo e o adorador.

Não creio que é problema para Deus, que um cristão possa ser profissional da música mesmo fora do contexto dos guetos evangélicos. A música é uma profissão como qualquer outra, mas a questão central deste paradigma, se encontra na atitude que estes músicos ou “artistas” do movimento gospel de se comportarem como pop stars e nutrirem em seu coração e comportamento atitudes diferentes da simplicidade e pureza de um cristão que é verdadeiro adorador. Um adorador pode ser músico profissional sem esquecer-se que é um adorador e adoração nos leva para uma vida de serviço e simplicidade no evangelho.
5º Equivoco: O paradigma entre música gospel X música secular.

Sei que este tema é polêmico, mas como não me esquivo de falar o que entendo ser verdade no evangelho em relação a todas ás áreas da existência humana, penso que nem tudo que não é gospel é do diabo, pois não podemos demonizar cultura, mas também não acho ser coerente ouvimos algo que ofende nossa fé e nosso Deus. Acredito francamente que os extremos nos levam para uma atitude distante da atitude de adoração que é enxergar o divino celebrado nas culturas e seus aspectos como música e poesia por exemplo.

Veja o artigo completo aqui.

Abraço fraternos em Cristo!
Brasília - DF
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