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Você tem sede/fome de quê?

O ato de comer está diretamente ligado à satisfação das necessidades de sobrevivência. Embora para muitos de nós seja difícil imaginar o que é fome, ela é visceralmente real para milhares de pessoas. Sem alimento não há vida.

Paul Tournier, recomendando aos aposentados “uma segunda ocupação”, declara: “Arar e semear, ordenhar, construir, costurar e cozinhar foram, juntamente com a palavra e o sorriso, os gestos primitivos que manifestaram a humanidade do homem. A caça, o sexo, o sofrimento e a sensibilidade não o distinguiam dos animais”.1 Porque Deus o fez à sua imagem e semelhança, o ser humano se diferencia dos animais também por sua capacidade de processar e combinar alimentos “in natura” e por atribuir significado ao ato de comer.

O alimento carrega forte carga afetiva. Refeições nos ligam a pessoas, locais e eventos. Em todos os cantos do mundo, celebração e comunhão estão associadas à mesa. Comida é também lar.

A literatura e a música são pródigas em referências à comida, a tudo o que gira em torno dela e ao anseio humano de satisfazer outras fomes que não a física, como no poema “Hotel Toffolo”, de Carlos Drummond de Andrade:

E vieram dizer-nos que não havia jantar. | Como se não houvesse outras fomes | e outros alimentos. | Como se a cidade não servisse o seu pão de nuvens. | Não, hoteleiro, nosso repasto é interior | e só pretendemos a mesa. | Comeríamos a mesa, se no-lo ordenassem as Escrituras. | Tudo se come, tudo se comunica, | tudo, no coração, é ceia.2

Uma dessas fomes é a fome de “lar”, que os marqueteiros sabem explorar tão bem, como nesta promessa estampada numa embalagem de chá: “Esqueça o mundo e se deixe levar pela harmoniosa combinação mágica de maracujá, o aconchego da erva-cidreira e o carinho da flor de calêndula”.

À espera dos discípulos, que tinham ido comprar comida, sentado em um poço, Jesus conversa com uma mulher samaritana -- um diálogo recheado por referências a necessidades e desejos. Ela declara ter sede e ele se apresenta a ela como a Água da Vida.3 Mais à frente ele repetirá: “Se alguém tem sede, venha a mim e beba”.4 E, depois da multiplicação dos pães, ele afirma ser o “Pão da Vida”.5

Nestes nossos tempos, marcados por sede e fome de acolhimento, amizade, pertencimento -- em última análise, sede de amor --, é preciso reafirmar que esta sede só encontra satisfação na Água Viva e no Pão Vivo.

Notas
1. Tournier, Paul. É preciso saber envelhecer. Viçosa, MG: Ultimato, 2014. p. 127.
2. Andrade, Carlos Drummond de. Claro Enigma. Poesia Completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar S.A., 2006. p. 277.
3. Jo 4.6-30.
4. Jo 7.37.
5. Jo 6.

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