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Colunas — Casamento e Família

Um pacto de vida

Por Carlos "Catito" e Dagmar Grzybowski

O casal estava em crise. O diálogo tornara-se difícil, pois as infindáveis argumentações e contra-argumentações sobre quem tinha a melhor interpretação da realidade esgotavam as energias e sempre chegavam a becos sem saída. Sem dúvida, ambos se consideravam detentores da “verdade” (ou “razão”, seu sinônimo apócrifo) e afogados de soberba viam no outro a raiz de todos os males.

Como líder e ministro cristão, o marido se autoproclamava “sacerdote do lar” (expressão que, a propósito, não existe nas páginas da Bíblia) e reivindicava o posto de liderança absoluta e inquestionável, enquanto a esposa reclamava o amor sacrificial como qualificação para o exercício desta liderança e, na ausência deste padrão de amor, ignorava a reivindicação do marido. E o relacionamento estagnado se debilitava a cada dia, pois o modelo jurídico buscava um magistrado que declarasse o vencedor, enquanto girava em círculos, em tolice idêntica a de um cão querendo morder o próprio rabo.

Então vieram ao aconselhamento e lhes fiz uma pergunta simples, que faço a muitos casais que se dizem cristãos comprometidos com as verdades do evangelho: “Vocês têm um tempo diário para ler a Bíblia juntos? E para orarem juntos?”. Fico espantado como essa simples pergunta causa assombro, inclusive para líderes que estão há décadas à frente de uma comunidade.

Já ouvi respostas e justificativas das mais estranhas, como: o momento com Deus é algo de foro íntimo e deve ser feito sozinho ou sozinha -- então eu penso: por que essa pessoa vai ao culto? O que de fato me espanta é que 100% desses casais sabem (muitas vezes de cor) o ensinamento de Jesus que afirma que “se dois de vocês concordarem na terra em qualquer assunto sobre o qual pedirem, isso lhes será feito por meu Pai que está nos céus. Pois onde se reunirem dois ou três em meu nome, ali eu estou no meio deles” (Mt 18.19-20). Todavia esse conhecimento teórico não se traduz numa prática diária de oração conjunta.

Quando minha esposa e eu éramos noivos, fizemos um pacto: todas as noites antes de dormir iríamos orar juntos. Pela graça de Deus, ao longo dos 35 anos de casamento, conseguimos nos manter fiéis a este pacto. Confesso que nem sempre foi fácil, pois, como todo ser imperfeito, temos limitações, as quais por vezes ferem o outro, causando dores e mágoas. Imagine a dificuldade em manter esse compromisso de orar juntos quando se teve um desentendimento durante o dia. Torna-se angustiante chegar ao quarto, olhar para o outro e pensar: “Não vou conseguir orar com ele ou ela com esse sentimento negativo”.

Então só tem uma solução, dialogar até que a situação se resolva. Já tivemos diálogos que se estenderam madrugada adentro, entretanto jamais “o sol se [pôs] sobre [nossa] ira” (Ef 4.26). E o resultado principal é que no dia seguinte o canal da comunicação está novamente aberto para que o amor possa fluir e o relacionamento crescer, em vez de estagnar-se em desgastantes redemoinhos de acusações e justificativas.

Desafio os casais que acompanham esta coluna a fazerem um pacto de vida com seus cônjuges: o de ter um tempo diário de oração e assim experimentar o milagre da saúde relacional que brota do diálogo frutífero.

• Carlos “Catito” e Dagmar são casados, ambos psicólogos e terapeutas de casais e de família. São autores de Pais Santos, Filhos Nem Tanto. Acompanhe o blog: ultimato.com.br/sites/casamentoefamilia/

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