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Música

Órgão de tubos
Por Ariane Gomes

Considerado um dos instrumentos mais antigos de toda a música ocidental e o primeiro dos instrumentos de teclas, o órgão de tubos é um instrumento musical no qual o som é produzido pela passagem de ar comprimido através dos tubos de metal e madeira. A história do órgão tem início no século 3 antes de Cristo, com a criação do hydraulos ou órgão hidráulico pelo grego Ctesíbio de Alexandria. O hydraulos foi amplamente usado durante vários séculos em festividades, no circo e em anfiteatros, até o surgimento do órgão pneumático no século 9, movido por foles manuais, sistema que até hoje ainda é fabricado.

Usado também para acompanhar o canto gregoriano, o polifônico ou os hinos congregacionais, o órgão teve lugar de grande importância nas solenidades da igreja e, por muito tempo, foi o único instrumento permitido nas liturgias. Mas, com o passar dos anos e o desenvolvimento de instrumentos mais modernos, o órgão foi abandonado e relegado ao silêncio.

No Brasil, alguns músicos organizados em associações e grupos de amigos ainda dedicam tempo à luta pelo resgate, preservação e recuperação desse antigo instrumento. Uma iniciativa importante neste sentido foi celebrada em setembro de 2017 pela Catedral Evangélica de São Paulo (Primeira Igreja Presbiteriana Independente de São Paulo), a Universidade de São Paulo (USP) e a Fundação Mary Harriet Speers. Juntas, criaram um convênio para viabilização de montagem, instalação, utilização e manutenção de um órgão de tubos Gerhard Grenzing no templo da catedral, a fim de conjugar esforços para apoiar, incentivar, assistir, desenvolver e promover a cultura, a educação e as artes, tornando acessível a música desse instrumento a parcelas maiores da população.

Por meio do convênio, o órgão disponibilizado pela USP será utilizado pelos alunos dos cursos de graduação, pós-graduação e extensão em música da UNICAMP, UNESP e USP e de escolas de música da cidade de São Paulo.

Além dos benefícios em favor da formação acadêmica de músicos, as três instituições realizarão concertos de órgão abertos ao público, com entrada gratuita e a catedral oferecerá oportunidades de os alunos tocarem nos cultos, colaborando para a formação de músicos profissionais e cumprindo sua missão de atuar criativa e solidariamente para transformação de pessoas, sociedade e cultura em nossa geração. O convênio também permitirá que a Fundação Speers ofereça formação musical para crianças, adolescentes, jovens e idosos, e de projetos de cultura musical para pessoas carentes, visando à inclusão social.

A catedral já possui um órgão de tubos Austin, de 1911, recebido como doação da Igreja Presbiteriana de Greenville, Estados Unidos, em 1986. Um dos poucos órgãos de tubo em bom funcionamento na cidade de São Paulo, o instrumento é usado nos cultos dominicais.

• Ariane Gomes é assistente de redação na Editora Ultimato.

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