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Colunas — Aconteceu Comigo - Meu Encontro com Jesus

Quando história e missão se confundem

Nasci em um lar mais do que cristão, se é que isso existe. Além de serem cristãos -- no caso de meu pai, de muitas gerações de cristãos -- meus pais, Uwe e Dora Maria Greggersen, foram missionários que vieram da Alemanha em 1960, pela Missão da Igreja Evangélica Livre.

Depois de alguns meses de pesquisas, meus pais decidiram por iniciar os trabalhos no interior do Paraná, que, na época, era uma verdadeira selva, com direito a aventuras de ruas enlameadas com terra vermelha, casas simples de madeira e muitos animais selvagens cruzando nosso caminho. Sem falar nas viagens arriscadíssimas que meu pai fazia com o velho pé de bode da missão e, mais tarde, com uma kombi.

As conversas em casa giravam em torno de temas cristãos. A Bíblia, livros e músicas cristãs eram nosso feijão com arroz. Durante a semana eu acompanhava a minha mãe, desde cedo, nas visitas às pessoas pobres e ouvia o evangelho que ali era pregado. Nos fins de semana, havia a programação usual na igreja: reuniões, cultos, escolas dominicais, reuniões de oração, entre outras atividades.

Assim, o terreno do meu coração foi preparado desde o berço para a recepção da semente do semeador. De modo que quando, numa escola bíblica de férias -- eu tinha 5 anos de idade --, minha mãe contou a história da Paixão de Cristo de uma forma narrativa e envolvente, senti-me profundamente tocada, chegando às lágrimas.

Fiquei constrangida e até revoltada. Como um homem que era Deus podia sofrer tantas dores e humilhação por nossas culpas e sem pecado algum? Isso era demais para a cabeça e exigia uma resposta da minha parte.

Então, ela aplicou e concretizou a mensagem do evangelho usando uma Bíblia que me entregou simbolicamente (eu estava na primeira fila): “Gabi, faz de conta que esse é um presente que estou te dando. O que a mamãe te ensinou a fazer quando recebe um presente?” -- perguntou. Prontamente respondi: “Eu aceito e agradeço”. E ela disse: “Pois bem, crianças, foi assim que Jesus fez com a sua morte na Cruz: ele deu a própria vida de presente para nós. E o que nós temos de fazer é reconhecer que precisamos dela aceitando-a e agradecer. Só que nós aceitamos esse presente convidando Jesus para entrar no nosso próprio coração”.

Depois de uma pausa, ela continuou, perguntando: “Tem alguém aqui que queira aceitar a Jesus no seu coração agora?”. Eu não tive dúvida e levantei a mão.

Depois da aula, minha mãe se ajoelhou comigo e mais algumas crianças e repetimos uma oração de aceitação de Jesus na nossa vida. A sensação que tive foi indescritível. No dia seguinte, e para a vergonha de meus irmãos já adolescentes, eu transbordava tanto daquela experiência que passei a falar a todos os coleguinhas da escola o que havia acontecido comigo. Desde então, minha fé passou por várias provações. Tive muitas dúvidas e questionamentos, principalmente na universidade, porém ela sobreviveu, saiu reforçada e amadurecida dessas fases. Posso dizer que hoje continuo cristã, apesar de mim e graças a Deus.

Herdei dessa experiência ainda uma apreciação profunda pelas histórias bem contadas, que acredito ser a linguagem privilegiada que Deus escolheu para veicular o seu evangelho. Em primeiro lugar, a história real do Jesus concreto, em seguida a história das nossas próprias vidas. Entretanto, por tabela, também as parábolas, que eu estenderia nos dias de hoje aos mitos, contos de fada e todo tipo de histórias que apelam para o mundo da imaginação. Não é por acaso que elas também eram destacadas por Jesus em seus ensinamentos. Pois a função da imaginação é como a de uma miragem: longe de ser mero fruto de desejos reprimidos (ou até coisa do Diabo, como defendem alguns), ela reflete uma realidade que, apesar de se encontrar distorcida e mais longe do nosso alcance do que parece, aponta para a direção certa, que devemos seguir para encontrar o verdadeiro oásis, da água da vida. Essa é a minha história escrita por Deus e essa é a minha missão.

• Gabriele Greggersen é mestre e doutora em educação e doutora em estudos da tradução. É escritora, criadora e editora do site cslewis.com.br.

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