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Vitral

A magia dos vitrais cristãos
Armindo Trevisan

Só é possível compreender o surgimento da técnica do vitral, sua evolução estética e sua utilização maciça nas catedrais góticas quando evocamos uma das principais características do imaginário cristão: a obsessão pela luz, que valorizou, de modo especial, as palavras de Jesus: “Eu sou a luz do mundo” (Jo 8.12).

A técnica do vitral preexistia à Idade Média. Supõe-se que já existiam vitrais na Basílica de Santa Sofia, em Constantinopla, hoje Istambul. A mais antiga figura humana pintada num vitral é uma cabeça do século 9, que pertence ao Museu de Darmstadt, à qual segue, cronologicamente, a cabeça do Cristo de Wissembourg, do Museu de Strasbourg, anterior provavelmente ao ano de 1060. O primeiro “conjunto de vitrais” conservado é o da Catedral de Augsburg, na Alemanha, constituído de cinco figuras de profetas, datadas aproximadamente de 1100.

A formula básica do vitral nos foi transmitida pelo monge Teófilo no seu “Tratado das Diversas Artes”, do século 9. A fórmula é aparentemente simples: um terço de areia de água pura; um terço de cinzas de faia; e um pouco de sal para facilitar a fusão. Por causa da madeira e da areia, os ateliês situavam-se junto às florestas, nas proximidades dos regatos.

O vidro era obtido a uma temperatura de 700 ou 800 graus e reduzido a placas. Para se obter as cores desejadas, os artesãos adicionavam à massa vítrea uma série de óxidos metálicos à base de cobre (para o vermelho), de ferro e manganês (para o amarelo) e de cobalto (para o azul).

Para se avaliar a importância artística, religiosa e social dos vitrais, é preciso retroceder oito séculos. Nos séculos 12 e 13, somente os clérigos sabiam ler. Os fiéis compensavam o próprio analfabetismo lendo os vitrais, isto é, deixando-se orientar mentalmente pelas narrativas representadas neles ou por sua simbologia alegórica, que era explicada nos púlpitos.

Os vitrais pioneiros da Basílica de Saint-Denis foram seguidos pelos vitrais de muitas outras catedrais francesas. As mais ricas coleções de vitrais podem ser contempladas em Chartres, Bourges, Le Mans, Poitiers, Sens e Paris.

• Armindo Trevisan é professor aposentado da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e autor do livro "O Rosto de Cristo -- A formação do imaginário e da arte cristã" (Editora AGE, 2003).

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Versão ampliada do artigo “A magia dos vitrais cristãos”

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