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Colunas — Ponto Final

Sujeição às autoridades? Hoje em dia?

Uma das exortações paulinas mais difíceis de acatar, nos dias de hoje, talvez seja a de nos sujeitarmos às autoridades (Rm 13.1). A dificuldade cresce quando as julgamos ilegítimas, autoritárias, incompetentes ou corruptas. E isso pode ocorrer tanto no âmbito civil quanto no âmbito das igrejas.

Um fenômeno que cresce lado a lado com a busca por popularidade, por parte de qualquer figura pública, é a perda da noção de reverência. É por aí que Jesus se transforma em “JC” ou “cara” e Deus se transforma em você ou “meu chapa”.

É que, para ser popular, a pessoa precisa adquirir jeito de povo. Tenta, então, fazer-se povo com o povo, para, de alguma forma, ganhar o povo, seu voto, seu “like”.

Resultado frequente, quando se cruza a linha vermelha, é que o povo perde o respeito e o candidato, a dignidade. Não é incomum ver um político, em campanha, vestindo um chapéu de couro nordestino e andando de jegue ou comendo um pastel com caldo de cana num concorrido boteco para operários. Enquanto uns aplaudem, outros vaiam, xingam e gritam: “Fora!”.

Considerando que são legítimos os debates com autoridades, as ações políticas, passeatas ordeiras ou greves, bem como os mecanismos legais de proteção do cidadão, por fazerem parte da democracia, como entender, nesse contexto, e acatar como sendo palavra de Deus a recomendação do apóstolo Paulo?

Talvez nos ajude a conversa de Jesus com Pilatos: “Então Pilatos disse: Lembre que eu tenho autoridade tanto para soltá-lo como para mandar crucificá-lo. Jesus respondeu: -- O senhor só tem autoridade sobre mim porque ela lhe foi dada por Deus” (Jo 19.10-11, NTLH). Talvez Paulo tivesse esse fato em mente quando escreveu Romanos 13.

E ele volta ao tema, recomendando às mulheres de Éfeso que “sejam submissas ao seu próprio marido, como ao Senhor”. Do mesmo modo, estende a exortação aos filhos e aos empregados. E fala também, em separado, aos maridos, aos pais e aos patrões.

Entretanto, essa palavra não condiciona a submissão. Como, por exemplo, dizer que, se os maridos forem bons, então as mulheres devem ser submissas; se os pais não forem do tipo que provoca os filhos à ira, esses devem ser honrados; se os patrões não forem ameaçadores, então devem ser obedecidos. Parece-me que as exortações são independentes. Esposas, filhos e empregados respondem diretamente ao Senhor. Assim também maridos, pais e patrões.

Em Apocalipse 6 encontramos a cena dos mártires, clamando por justiça: “Até quando?”. Foram mortos por causa do testemunho do Cordeiro, por “autoridades superiores” que se revelaram tiranas e cruéis (Ap 6.9-10).

E como se comportará um filho da luz diante do opressor? Cospe-lhe no rosto? Vai às redes sociais e dispara uma campanha insultuosa?

“Não será assim entre vós”, dizia Jesus. “Abençoai, e não amaldiçoeis. Ao contrário, orai pelos que vos perseguem.” “… e sereis filhos do Altíssimo” (Lc 6.35).

Faremos assim “como para o Senhor”; em amor e submissão ao Senhor, sustentando, mesmo à custa de sofrimento, o testemunho do Cordeiro. Não do leão, mas do Cordeiro.

Sabendo, também, que o dia do Senhor virá. E restaurará na terra a justiça. Então haverá consolo e descanso para os oprimidos que confiaram no Senhor e o honraram, até por meio da sujeição possível a homens maus.

• Rubem Amorese é presbítero na Igreja Presbiteriana do Planalto, em Brasília. Foi professor na Faculdade Teológica Batista por vinte anos e também consultor legislativo no Senado Federal. É autor de, entre outros, Fábrica de Missionários e Ponto Final. Acompanhe seu blog pessoal.

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Estação Cordeiro

Versão ampliada do artigo “Sujeição às autoridades? Hoje em dia?”

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