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Colunas — Casamento e Família

Adultério

A tragédia de um adultério assola muitos lares em nosso país e quase em todas as culturas do planeta é algo moralmente reprovável e, nessa perspectiva, não há muito a se acrescentar sobre o que já se tem falado e escrito sobre o assunto. Entretanto, gostaria de abordar alguns detalhes sobre esse tema sob uma nova ótica -- a da sexualidade relacional!

Com o ato do adultério uma pessoa está comunicando sua busca de um prazer sensorial que ela acredita que vai preencher um vazio que se abriu no relacionamento conjugal. Um texto bíblico que me impacta sobre esse assunto é o texto de João 8.1-11, sobre a mulher pega no ato do adultério que é levada a Jesus.

Imagino que, como tantas outras pessoas, homens e mulheres, essa mulher foi buscar “algo” que não encontrava no casamento (que talvez ela pensasse que fosse amor), por meio de uma conduta disfuncional: o prazer orgástico. Porém, ela não só não encontra o que buscava (tal qual a mulher samaritana de João 4), como também é apanhada pelos legalistas justiceiros que só enxergam a conduta aparente e exigem de Jesus uma postura de justiça!

A justiça movida pelo ímpeto da turba -- tão comum em nosso país nos últimos tempos -- não abala a Jesus, que, em vez de ocupar-se com o “grave” delito moral cometido pela mulher, volta-se para os agitadores e questiona a real integridade do grupo, que rapidamente se desfaz diante da vergonhosa consciência de que “todos pecaram” (Rm 3.23).

A mulher adúltera percebe que, na busca do amor pela via fisiológica, ela acaba chegando ao limiar da morte e, não fosse a intervenção de Jesus, seu fim seria de dramático sofrimento. Contudo, no encontro com o Cristo vivo, ela passa da morte para a vida -- a essência do evangelho: uma “pequena ressurreição”! Essa ressurreição é traduzida na compreensão de que o verdadeiro amor não vem pela fisiologia, e sim pela ternura, com a qual é acolhida pelo Mestre! A mulher percebe que sua busca era equivocada.

Muitos, como citado no início do texto, têm esse mesmo equívoco. Sentem-se insatisfeitos em seus relacionamentos, talvez por causa de uma expressão pobre de afeto conjugal, ou por se sentirem colocados em segundo plano devido à busca da realização profissional do cônjuge -- que se afunda no trabalho e esquece o relacionamento -- ou a uma busca fantasiosa do parceiro por conforto financeiro, tornando-se obsessivo, ou ainda por se sentirem preteridos em favor das “importantes” redes sociais que não podem ser abandonadas um minuto sequer...

Tal insatisfação busca seu preenchimento em um fantasioso estado de prazer orgástico, cujo final é sempre de “morte”, pois tal fantasia é insaciável! O texto da reflexão termina com a advertência de Jesus de que a busca da mulher não devia se repetir, pois ela sempre leva a caminhos de morte!

Assim, o caminho para se evitar tal tragédia é trilhado pelo cultivo da ternura relacional no casamento, onde o cônjuge deve ser “o mais importante” para mim e tal importância deve ser expressa todos os dias de distintas formas: elogios, abraços, ajuda em tarefas, carinhos, beijos, declarações de amor e também a relação sexual, que é a expressão máxima da ternura conjugal, onde afirmo ao meu cônjuge, por meio de minha conduta, o seguinte: te quero tanto, mas tanto, que te quero dentro de mim! Igualmente importante é o desenvolvimento de uma espiritualidade conjunta, traduzida num tempo de leitura da Palavra e oração como casal.

Desenvolvamos a ternura, expressão máxima da sexualidade relacional, e assim andaremos longe das armadilhas sensoriais do adultério!

• Carlos “Catito” e Dagmar são casados, ambos psicólogos e terapeutas de casais e de família. São autores de Pais Santos, Filhos Nem Tanto. Acompanhe o blog: ultimato.com.br/sites/casamentoefamilia/


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