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Colunas — Aconteceu Comigo - Meu Encontro com Jesus

A Esperança, que tanto esperei!

Ana Virgínia P. Martins

Nasci belo-horizontina, em uma família de cinco pessoas. Meus pais e três moças, contando comigo, a mais velha. Fomos criadas com amor zeloso, mas em um determinado período as brigas e o alcoolismo trouxeram momentos difíceis para nossa convivência em família. Lembro-me de certa vez no ensino médio estar na biblioteca durante o horário vago, folheando um livro de história. As imagens dos holocaustos me alimentaram certa revolta e me levantaram perguntas sobre a existência de Deus: “Se Deus existe, por que tamanha dor?”, “Você realmente existe?”. Eu não acreditava em Deus!

Na infância e adolescência eu frequentava as missas. Concluí a primeira comunhão, mas o interesse de estar ali sempre partiu da minha mãe -- mulher de reverência e grande fé. Nas rezas ficava olhando o altar sem compreender aquele homem cheio de sangue, com rosto de dor, pregado em uma cruz na parede, e a pergunta era: “Por que ele morreu assim?”.

A falta de esperança na humanidade me levou a um “amor” pela natureza. Rejeitava a ideia de crescer, estudar, trabalhar, casar, ter filhos, perder as pessoas que amava e morrer. Viver era cumprir um ciclo sem propósito que trazia o medo do futuro. Na época do vestibular minha opção era medicina veterinária. Depois de tentativas sem sucesso, fui aprovada em ciências biológicas e mudei para a cidade de Alfenas, no sul de Minas.

A aparente liberdade me deixou amedrontada e a distância da família trouxe solidão: estar só em uma cidade universitária cheia de gente parecia incoerente. Como caloura, os convites para festas depois das aulas eram diários, mas por vergonha e rejeição ao álcool aceitei poucos convites. Morei em uma pensão para moças. Por ficar só, comecei a conversar com Deus, mesmo não acreditando na existência dele, afinal nada tinha a perder. Foi naquele quarto que as perguntas começaram a ser respondidas por aquele que me deu seu sopro de vida.

Havia uma igreja na rua da república onde passei a morar com três moças, uma delas foi colega de quarto, amiga irmã, que me ensinou o evangelho com carinho e sem religiosidade. Aos sábados, os jovens dessa igreja ficavam na calçada rindo e conversando depois das reuniões. Era curioso o fato de em pleno sábado estarem ali por escolha. Passei a frequentar as reuniões. Aos poucos aquelas pessoas tornaram-se uma querida família. Minha vida mudou, não por adotar uma religião, mas porque a minha consciência sobre Deus mudou: ele não era mais uma dúvida ou um ser alheio ao sofrimento humano. Entendi que ele revelou seu amor furioso e veio ao mundo como o Deus conosco para resgatar todos os que nele creem. Aquele homem rejeitado, crucificado, morto, sepultado, ressurreto é, era e sempre será a Esperança, que tanto esperei.

Nisto consiste o amor: não em que tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou seu Filho como propiciação pelos nossos pecados [...] Nós amamos porque ele nos amou primeiro (1Jo 4.10, 19).

• Ana Virgínia P. Martins é bióloga e aluna do Centro Evangélico de Missões (CEM), em Viçosa, MG.

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