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Colunas — Altos Papos

Cuidado integral e voluntariado: Projeto Soprar

Conselho Editorial Jovem


Jacqueline Meireles
tem 26 anos, é psicóloga e coordenadora da área de cuidado integral no Projeto Soprar, um projeto educacional desenvolvido em Campinas, SP, desde 2012. Eles atendem cerca de sessenta crianças e, para isso, contam com setenta voluntários.


De onde veio a ideia do Projeto Soprar?
Um grupo de estudantes conheceu o Jardim Campo Belo em 2011 por meio de uma disciplina da Unicamp chamada Trabalhos Comunitários. O bairro é fruto de uma ocupação e a população ainda luta para conseguir direitos básicos. Olhávamos ao redor e víamos que sempre estávamos cercados de crianças curiosas que, em plena manhã de sábado, não tinham nada interessante ou divertido para fazer. Foi assim que, ao final de 2012, parte do grupo resolveu se mobilizar e criar um projeto educacional.

Como funciona o Projeto Soprar? Quem ele atende?
Usamos o espaço de uma escola pública aos sábados de manhã para os nossos encontros. Atuamos em duas principais frentes: a área pedagógica, que promove o desenvolvimento físico, emocional, cognitivo, social e moral das crianças, com foco na alfabetização; e o cuidado integral, que conta com uma equipe multidisciplinar composta por psicólogos, assistentes sociais e profissionais da saúde e visa garantir que as crianças tenham condições para aprender e se desenvolver de forma adequada, por isso atuamos diretamente com as crianças, junto às famílias e aos demais serviços do bairro, nas áreas de educação, saúde e assistência. Atendemos crianças do 2º ao 9º ano do ensino fundamental.

Quais foram os maiores desafios que vocês enfrentaram para implementar o projeto?
Foi um grande desafio começar o projeto com uma equipe composta por jovens -- quase todos ainda na graduação e muito inexperientes. Mas isso também trouxe muitas vantagens, porque a equipe se manteve com o espírito humilde. Sempre buscamos formação, visitamos outros projetos, conversamos com especialistas, e principalmente, dependemos muito de Deus para tudo. Temos sempre o desafio de estabelecer um vínculo real com a comunidade. Quando você é de fora e começa um projeto em um bairro, leva um tempo para conquistar a confiança e o comprometimento das pessoas.

Há algo que marcou o projeto?

Ficamos muito felizes quando fomos finalistas do Prêmio Jovem Amigo da Criança, promovido pela fundação Abrinq, e quando fomos escolhidos para participar do programa Young Leaders of the Americas Initiative, promovido pelo governo dos Estados Unidos. Mas o que mais nos motiva é ver as crianças se desenvolvendo, as famílias dizendo que elas estão fazendo lição de casa, que aprenderam a ler, que estão vendo a diferença desde que as crianças entraram no projeto.

Você acha que os jovens cristãos têm entendido a importância do voluntariado?

Infelizmente, os jovens cristãos estão bastante impregnados com uma visão de mundo individualista. Acho que se não pararmos, vez ou outra, para avaliar criticamente acabaremos com uma agenda totalmente voltada para a construção da própria carreira e da vida pessoal. Mas, se pretendemos ser imitadores de Cristo, o serviço ao próximo tem que estar na estrutura da nossa vida, e não ser apenas um evento esporádico.

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