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Tiro vai sair-se bem no dia do juízo!

Tiro é uma cidade ao sul do Líbano, não muito longe da fronteira com Israel. E o Líbano é um país de 4,8 milhões de habitantes apertado entre a Síria, a leste, e o mar Mediterrâneo, a oeste. A capital é Beirute. Outras cidades litorâneas são Tripudi, Biblos e Sidom.
Tiro é uma cidade de grande valor histórico. Foi fundada 2.700 anos antes de Cristo. Era famosa por causa do pinho, ciprestes e cedro; por fabricar vidros e púrpura (uma tinta para tingir tecidos); por projetar e construir navios; por desenvolver um sistema de 22 sinais que hoje chamamos de alfabeto; por seu intenso comércio em todo o Mediterrâneo; por sua riqueza; por seu trabalho com ouro, ferro, cobre e pedras preciosas; e por seus deuses, Baal na versão masculina e Astarote na versão feminina.
A ligação de Tiro e de Sidom com a história bíblica é muito forte. Quando Salomão foi construir o templo de Jerusalém e o seu palácio, Tiro forneceu toda a madeira de cedro e pinho, todo o ouro necessário e mão de obra especializada. O artista que fez toda a obra de arte e construiu os móveis do templo chamava-se Hirão e era um cidadão de Tiro, embora fosse filho de mãe israelita. Os marinheiros de Tiro ajudaram os marinheiros de Salomão a construir navios e a aprender a navegar em Eziom-Geber, ao norte do Golfo de Ácaba.
Por causa de tantos privilégios, tantos negócios bem-sucedidos, tanta prata e tanto ouro, o rei de Tiro, na época do profeta Ezequiel, se encheu de si mesmo de tal modo que começou a pensar que era deus, e não um simples mortal. O excesso de poder produz uma espécie de loucura, como aconteceu também com o rei da Babilônia e o faraó do Egito. Este chegou a acreditar que o rio Nilo tinha sido feito por ele e era dele (Ez 29.3). Tal loucura provocou o juízo de Deus e a glória do rei de Tiro desapareceu por completo com a tomada da cidade por Nabucodonosor, depois de um cerco de treze anos (586 a 572 a.C.). Mais de dois séculos e meio depois, Tiro sofreu outra vergonhosa derrota: Alexandre, o Grande, rei da Macedônia, tomou a cidade, matou cerca de 8 mil habitantes e vendeu como escravos 30 mil soldados. Para alcançar a cidade que ficava numa ilha próxima ao litoral, Alexandre fez um aterro e construiu sobre ele uma passarela de oitocentos metros.
Há boas notícias de Tiro na época cristã. Jesus viajou até a região e curou uma menina “horrivelmente dominada por um demônio” (Mt 15.22). Em outra ocasião, ele declarou que no dia do juízo Deus terá mais pena de Tiro e de Sidom do que de Corazim, Betsaida e Cafarnaum (Mt 11.21-24). Na volta de sua terceira viagem missionária, Paulo fez uma escala em Tiro e se hospedou por uma semana na casa de irmãos (At 21.3-4). Anos depois, o teólogo e exegeta cristão Orígenes, de Alexandria, viveu dois anos em Tiro (entre 252 e 254 d.C.), onde deve ter escrito alguns de seus comentários dos livros da Bíblia.
Hoje o Líbano é o único Estado árabe que não é oficialmente muçulmano. De acordo com a prática comum, o presidente deve ser um cristão maronita; o primeiro-ministro, um muçulmano sunita; e o porta-voz, um muçulmano xiita. Os cristãos são 32% da população. No Líbano há muito mais cristãos do que em Israel.

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