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Seções — Pastorais

A guerra dos refrões

nº 104

  

São dois refrões. Um diz uma coisa. Outro, diz outra. Ambos estão no ar. O primeiro tem tom de zombaria: “O tempo passa e as profecias não dão em nada”. O segundo é uma resposta ao primeiro: “Está chegando o dia em que as profecias se cumprirão” (Ez 12.23, NBV). Um refrão não fala a verdade e é repetido por um falso profeta. O outro fala a verdade e é repetido por um profeta de fato. Disto todos nós sabemos. O problema é discernir um do outro.

 

O que alimenta o primeiro refrão é a demora das profecias. Entra ano, sai ano, e as promessas do tempo do fim não se concretizam. O que alimenta o segundo refrão é a certeza de que as promessas procedem da boca de Deus, aquele que não sabe mentir nem pode mentir (Tt 1.2).

 

A promessa ou a profecia mais acalentada e aguardada é aquela que diz respeito à volta do Senhor, prometida por ele mesmo, pelos anjos, pelos profetas e pelos apóstolos. Usa-se mais a expressão: a segunda vinda de Cristo. Ela faz sentido. Abre as portas para outras profecias, como a promessa da ressurreição dos mortos e da transformação dos vivos e a promessa de novos céus e nova terra e a promessa do juízo final. Nenhuma delas pode falhar. A cerimônia da Ceia do Senhor relembra continuamente o retorno de Jesus: “Cada vez que vocês comem deste pão e bebem deste cálice, estão anunciando a morte do Senhor ”até que ele venha”” (1Co 11.26).

 

Apesar da suprema importância dessa promessa, que não se perde no tempo, o falso profeta põe faixas em toda parte, grita em alta voz, serve-se da mídia e escreve livros para proclamar que “o tempo passa e as profecias não dão em nada”. Todavia, o outro refrão continua a insistir: “Está chegando o dia em que as profecias se realizarão”. É uma guerra de refrões. Não há lugar para a neutralidade. A humanidade inteira abraça um refrão e dispensa o outro, ou para a sua desgraça eterna ou para a sua felicidade eterna.

 

Alta madrugada do domingo da ressurreição, os soldados do Sinédrio saíram da casa de Caifás com o refrão: “O corpo de Jesus foi roubado pelos seus discípulos” (Mt 28.13). Momentos depois, Maria Madalena e a outra Maria saíram do jardim da casa de José de Arimateia em direção aos discípulos de Jesus com outro refrão: “O Senhor ressuscitou” (Lc 24.22-23).

 

Os agnósticos, os irreligiosos, os secularizados, os escarnecedores têm poucos elementos para convencer os crentes de que a esperança deles é infundada. Estes, por sua vez, respondem que dezenas de profecias já se cumpriram à risca, no tempo certo. Entre elas estão a queda de Jerusalém, o cativeiro babilônico, a volta dos exilados, a primeira e a segunda destruição do templo, a descida do Espírito Santo e muitas outras. A mais antiga, a mais demorada e a mais empolgante promessa -- a de que a semente da mulher pisaria a cabeça da serpente (Gn 3.15) -- foi plenamente cumprida quando o Verbo se fez carne e quando o véu do templo se rasgou de alto a baixo, às três horas da tarde da sexta-feira da primeira Semana Santa da história.

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