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Especial — Especial

Qual o seu lugar no mundo?



Se a descoberta da vocação tem mais a ver com uma jornada de vida do que com um momento, vale perguntar: em que ponto da caminhada você está? Iniciamos aqui uma campanha editorial, que terá continuidade no portal Ultimato, para dar voz a quem assumiu o caminho da sua vocação em Deus. Para começar, perguntamos a alguns jovens: Qual o seu lugar no mundo?


Seguindo pistas
Nome: Davi Chang
Idade: 32
Formação e atuação: pastor, psicólogo e acadêmico.

Meu processo de reconhecimento vocacional não foi uma linha reta definida, mas “pistas seguidas de tentativas” -- nas palavras de T. S. Eliot -- guiadas pela graça de Deus.  Por isso, não penso que minha vocação seja uma profissão ou um cargo, pois o chamado de Deus não se limita ao que fazemos. Neste reconhecimento, vivi uma jornada para dentro de mim mesmo. Aprendi a responder a experiências e interesses que desde a infância eram parte de mim e a prestar atenção nas fraquezas e dons. Além disso, foram fundamentais conversas com pessoas em quem eu confiava, que conheciam-me e falaram a verdade em amor.

Hoje percebo que minha vocação se relaciona a uma paixão por formação de pessoas. Inspiro-me no “ideal de formação” do apóstolo Paulo, uma gestação de gente “até que Cristo seja formado em vocês” (Gl 4.19). Creio que esse chamado se direciona a quatro necessidades da cultura e da igreja evangélica brasileira: a busca por contribuir na formação teológica -- uma boa teologia sustenta a credibilidade da fé para as próximas gerações --, a formação psicológica -- diálogo acadêmico entre ciência e fé --, a formação para cuidar da experiência -- educação da vida interior --, e a formação por meio da pregação -- transformação pela Escritura.


O que move você?
Nome: Amanda Almeida
Idade: 23
Formação e atuação: comunicação social e mestranda em estudos linguísticos, com ênfase em crítica literária. Editora do site Sobrado 518 e colaboradora do blog Ultimato Jovem.

O “bichinho” das artes e da cultura me picou. Quando percebi, já não tinha mais volta. E eu nem queria voltar. Mas eu olhava ao redor e notava que a forma como a igreja lida com essa esfera da vida não costuma ser muito saudável. Ainda havia muito o que reconciliar.
Então comecei a trilhar esse caminho; inicialmente, dentro de mim: entendendo a visão de Deus sobre esse campo, pesquisando o que já foi feito sobre o assunto, identificando lacunas.
Passei então a dar os passos do “lado de fora”: estimulando discussões sobre arte e cristianismo na igreja, refletindo academicamente sobre o assunto, produzindo conteúdo que não fuja dos problemas, mas identificando e sanando-os.
Hoje meu xodó é o Sobrado 518, um site no qual eu e alguns amigos -- fazer isso em conjunto é ainda melhor -- abordamos as interseções entre arte, cultura e cristianismo.
Descobrir nosso lugar no mundo nos faz andar certeiros. Para quem ainda está na busca e na descoberta, uma pista boa é pensar nas suas paixões. O que move você? O que o deixa inconformado neste mundo caído? Sobre o que você não consegue deixar de pensar “Deus tem outra visão sobre isso, e é ela que quero anunciar”? É provável que esse seja o seu lugar. Sei que o meu é esse de reconciliação das artes. Essa jornada está longe de acabar, e o que mais quero é descobrir os próximos passos.


Não se desespere com a “página em branco”
Nome: Marcelo Bittencourt
Idade: 34 anos
Formação e atuação: design gráfico, desenvolve vários projetos em artes visuais.


Um dos grandes desafios para um artista plástico ou designer gráfico é o “papel em branco”. Muitas vezes ele recebe um “briefing", olha e pergunta: “o que eu faço com isso?”. Sentimos um frio na barriga, porque não queremos errar. Quer travar? Olhe para o papel em branco e deixe as angústias e os medos tomarem conta do seu pensamento. O segredo é não ficar parado, é rabiscar, até encontrar um caminho. Isso acontece com vocação. Muitas vezes não sabemos ao certo o resultado final, mas ficar parado, olhando o “papel em branco”, só vai atrasar a caminhada.

Eu sempre gostei de criação e fui buscar onde era o meu lugar no mundo. Tentei na música, mas não era ali que eu completaria a minha identidade. Um dia, quando eu estava na praia olhando as ondas, creio ter experimentado a voz divina: “Marcelo, veja as ondas do mar. Veja como elas vêm e vão, e assim fazem, pois eu as criei para esse propósito, para movimentar a maré. E você, eu criei para algo, descubra e seja”.

Um dia, no meio dos conflitos do cotidiano, comecei a rabiscar em blocos de papel. Alguns amigos viram e me incentivaram a continuar. Foi aí que comecei a desenvolver meu trabalho artístico. Demorou 30 anos para eu descobrir que esse era o meu caminho. Hoje participo de movimentos artísticos e exposições e o que faço tem encontrado sentido no serviço ao próximo.

Se você ainda não sabe qual é a sua vocação, caminhe. Ficar parado é perder tempo.

 

Eu era infeliz na minha felicidade
Nome: Mila Gomides
Idade: 33 anos
Formação e atuação: jornalista, especialista em antropologia intercultural e estudos bíblicos. É missionária da SEPAL e trabalha no Centro de Reflexão Missiológica Martureo e no Lausanne Analysis.

Eu descobri meu lugar no mundo e continuo descobrindo-o a cada dia. Não cresci sonhando em ser missionária. “Passar apertos? Viver naqueles lugares esquisitos? Sai pra lá!” Achava bonito, mas não era para mim. Fui uma adolescente com o desejo de ter um futuro “melhor”, afinal, em meio às dificuldades financeiras, com uma família que se sacrificava por minha educação e fé, que mal havia em planejar uma carreira promissora e melhorar a vida de todos? Consegui trabalhar como assistente de relações públicas da Siemens na Inglaterra, aos 21 anos. Mas lá, a sensação de incompletude me surpreendeu. Cheguei perto do meu sonho e me vi infeliz. Foi nesse período que a graça do Senhor me alcançou em cheio, mudou meus desejos, meu coração. A partir de então, Deus alterou minha rota, longe dos meus sonhos, mas para viver os sonhos dele.

Alguns anos depois, no Brasil, entendi que estudaria sobre missões na Austrália, com estágio na África do Sul. Mas algo inesperado ocorreu: uma profunda dor pelos povos que não conheciam a Cristo. Naquele período, recebi um convite para me unir a um projeto na Ásia, e lá fiquei por cinco anos.

Vivi, estudei, servi, convivi com e como os asiáticos, comunicando as boas novas para os menos evangelizados. Nos últimos anos, um novo desejo foi despertado: me aprofundar, como antropóloga, em compreender as culturas e a comunicação intercultural do evangelho para aqueles povos. Assim, na caminhada, o Pai foi dando certezas em meio às dúvidas -- e até um esposo, Tiago, com quem me casei há dois anos. Estamos estudando e servindo no Brasil, para em breve retornarmos à Ásia.

Sou grata por aquela “reviravolta”. Hoje vejo que as renúncias são um privilégio e não um sacrifício. É quando o Pai nos livra de nós mesmos e nos direciona para o seu caminho.


A nossa vocação é maior que a vida

Nome: Maycon Barroco
Idade: 31 anos Formação e atuação: pastor, administrador, escritor e missionário. Atualmente, lidera uma base missionária no sertão do Piauí.

Meu lugar no mundo fala da minha vocação. Para mim, vocação tem a ver com aquilo que eu sou em Deus e não aquilo que eu faço. Aquilo que eu sou reflete totalmente naquilo que eu faço. Eu descobri que nasci para servir, acima de tudo. Antes das minhas habilidades, dons e talentos, descobri que eu posso servir e facilitar a vida de outros com aquilo que eu carrego. O pouco que eu tenho pode ser muito para aquele que não tem quase nada. Hoje eu faço isso na esfera missionária da igreja: ensino muitos irmãos por meio dos meus erros e acertos. 

Eu creio que a maior dificuldade para descobrir a vocação está em fechar os ouvidos para Deus. Precisamos nos relacionar com Deus, ouvi-lo e obedecer a Ele. Por este motivo não podemos resistir à nossa vocação; ela é maior que a nossa vida.

 

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O MEU LUGAR NO MUNDO: MAIS DEPOIMENTOS
Acompanhe o selo
O Meu Lugar no Mundo e leia depoimentos como os destas pessoas:

- Soraya Dias, médica, 56 anos
- José Miranda, aposentado, 60 anos
- Tonica van der Meer, professora de missões e escritora, 69 anos
- Calebe Ribeiro, pastor de jovens, 29 anos
- Héber Negrão, etnomusicólogo e missionário, 33 anos
- Erica Neves, jornalista, 28 anos

>> Escreva para ultimatoonline@ultimato.com.br e envie-nos o seu depoimento também!

 

 

Opinião do leitor

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