Apoie com um cafezinho
Olá visitante!
Cadastre-se

Esqueci minha senha

  • sacola de compras

    sacola de compras

    Sua sacola de compras está vazia.
Seja bem-vindo Visitante!
  • sacola de compras

    sacola de compras

    Sua sacola de compras está vazia.

Colunas — O Caminho do Coração

Oração e maturidade espiritual

Ricardo Barbosa

 

Minha impressão é que muitos cristãos, talvez a maioria, reconhecem a oração como a expressão mais frágil e fraca de sua jornada espiritual. É possível que alguns se sintam mais à vontade nas reuniões públicas de oração, porque, de certa forma, aprenderam a fazer orações. Porém, certamente, não se sentem tão à vontade na oração solitária -- aquela que fazemos no quarto com as portas fechadas.

 

Acredito que a oração -- a expressão mais pessoal da nossa fé -- encontra grande resistência numa cultura marcada pela impessoalidade e pelo pragmatismo. Nossos relacionamentos tendem a ser superficiais e funcionais. Entretanto, a oração é, em sua essência, uma amizade com a Trindade Santa. É a dimensão mais pessoal da nossa fé.

Podemos fazer nossas orações como uma forma de buscar proteção e apresentar nossas necessidades diante do Criador. No entanto, entrar num relacionamento de amizade com Deus Pai, Filho e Espírito Santo implica outra dinâmica.

 

O que seria necessário em nossa busca por conhecer a Deus de modo mais profundo e pessoal, amá-lo de todo o coração, confiar nele com toda a nossa alma e agradá-lo, que é o anseio de todo coração convertido e regenerado? Bem, entrar num relacionamento com Deus, nosso amado Pai; com Jesus Cristo, nosso querido Salvador; e com o Espírito Santo, o Deus presente em nós e entre nós, aquele que nos ensina a guardar tudo o que o Filho nos ensinou e a glorificar o Pai por meio dele, requer, em primeiro lugar, conhecê-lo.

 

O conhecimento de Deus vem por meio da Bíblia Sagrada, o principal meio de graça onde encontramos a autorrevelação de Deus. Esse conhecimento não chega a nós de forma solitária. Necessitamos da companhia de todos aqueles que também buscam nas Sagradas Escrituras o conhecimento de Deus, compartilhando aquilo que ouvem, veem e compreendem. Refiro-me à comunhão de todo o Corpo de Cristo, em toda a história, porque sabemos que o conhecimento de Deus se dá na comunhão dos santos e nunca fora dela.

 

Não podemos nos esquecer de que é Deus quem se revela a nós. A iniciativa é dele, não nossa. O que fazemos é acolher sua autorrevelação, crer nela, receber sua Palavra e nos submeter àquilo que Deus mesmo fala sobre si. Isso requer humildade. O conhecimento de Deus leva-nos à comunhão com ele na medida em que respondemos em submissão ao que temos aprendido sobre ele, deixando-o transformar nossa história e nos tornando parte de sua história, arrependendo-nos, confiando e obedecendo a ele diariamente. O relacionamento cresce da mesma forma que uma amizade cresce, seguindo por toda a eternidade.

 

A comunhão com Deus por meio da oração é expressão do conhecimento de Deus. Quem conhece a Deus ora. À medida que o conhecemos mais, nossas orações tornam-se mais pessoais e a amizade com Deus cresce. Assim, nós amadurecemos. Nossos corações e afetos mudam. Seguimos apresentando a Deus nossas súplicas por proteção, mas nos despertamos para perceber que o que mais desejamos é cultivar a amizade com a Trindade Santa, agradá-la cada vez mais e refletir seu caráter.

 

Dessa forma, nossos corações e mentes permanecerão voltados para Deus, atentos à sua voz, buscando compreender sua boa, agradável e perfeita vontade. A amizade com Deus fortalece e intensifica nossas amizades com nossos irmãos e irmãs em Cristo. E mais: ajuda-nos a nos conhecer, porque o conhecimento de Deus envolve o conhecimento de nós mesmos.

 

Quando Deus se revela e encontra em nós um coração fértil e receptivo, humilde e acolhedor, a oração deixa de ser uma expressão frágil e fraca em nossa jornada espiritual. Gostaria de terminar citando Agostinho: “Que eu te conheça, ó conhecedor meu! Que eu também te conheça como sou conhecido! Tu, ó força de minha alma, entra dentro dela, ajusta-a a ti, para a teres e possuíres sem mancha nem ruga”.

 

Ricardo Barbosa de Sousa é pastor da Igreja Presbiteriana do Planalto e coordenador do Centro Cristão de Estudos, em Brasília. É autor de, entre outros, A Espiritualidade, o Evangelho e a Igreja e Pensamentos Transformados, Emoções Redimidas.

 


ESTUDO BÍBLICO
Leia e imprima o estudo bíblico baseado neste artigo

QUE BOM QUE VOCÊ CHEGOU ATÉ AQUI.

Ultimato quer falar com você.

A cada dia, mais de dez mil usuários navegam pelo Portal Ultimato. Leem e compartilham gratuitamente dezenas de blogs e hotsites, além do acervo digital da revista Ultimato, centenas de estudos bíblicos, devocionais diárias de autores como John Stott, Eugene Peterson, C. S. Lewis, entre outros, além de artigos, notícias e serviços que são atualizados diariamente nas diferentes plataformas e redes sociais.

PARA CONTINUAR, precisamos do seu apoio. Compartilhe conosco um cafezinho.


Opinião do leitor

Para comentar é necessário estar logado no site. Clique aqui para fazer o login ou o seu cadastro.
Ainda não há comentários sobre este texto. Seja o primeiro a comentar!
Escreva um artigo em resposta

Ainda não há artigos publicados na seção "Palavra do leitor" em resposta a este texto.