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No “desfecho da história” Deus será tudo em todos

Todo mundo quer saber se a história terá um desfecho. Se a resposta for positiva, surgem mais duas solenes perguntas: O que terá fim com o desfecho da história? Haverá alguma coisa depois do fim dos tempos? Ultimato obteve as seguintes respostas:
 
Para Ricardo Quadros Gouvêa, pastor brasileiro de duas igrejas da Reformed Church in America no Canadá, professor visitante do departamento de estudo da religião da University of Waterloo:

A expressão “fim do mundo”, ou “fim dos tempos”, deveria ser interpretada como fim da época atual, do mundo como nós o conhecemos, e o início de uma nova fase que não podemos conhecer bem, mas apenas vislumbrar. Crer num desfecho definitivo para a história é crer que a história é, ela mesma, parte da qued
a e fruto do pecado. Mas não me parece ser esse o ensino bíblico. Antes, a reconciliação com Deus em Cristo promove também a esperança de uma história futura redimida e feliz.


Se entendermos “desfecho da história” como “fim da criação”, acho que não é uma noção bíblica. É algo importado de outras tradições, e parece trazer algo dos espiritualismos, de certas formas de gnosticismo, de platonismo, que veem o corpo e a matéria como algo “mau”, que sem o corpo a alma está mais bem servida, que sem a matéria é melhor, numa espécie de céu, um reino puramente espiritual -- numa concepção limitada e não bíblica do que significa “espiritualidade”, pois, na Bíblia, parece significar viver “no mundo” em comunhão plena com Deus.


 Se entendermos o “desfecho da história” como fim de nosso “aeon”*, então segue a esse desfecho o que se pode chamar de “era messiânica” como sugerem alguns teólogos, em que Cristo será tudo em todos. Acredito que é esta a expectativa bíblica: Uma nova era, um novo “aeon”, uma restauração da criação, como diz Paulo em Romanos 8, um tempo de paz e abundância, já descrito por Isaías, e representado simbolicamente no Apocalipse com a descida da Nova Jerusalém, uma espécie de “casamento”, não só de Cristo e a igreja, mas também do céu e da terra.

*“Aeon” é um termo utilizado para designar o que é para sempre, um período longo de tempo ou a eternidade.



Para Timóteo Carriker, missiólogo norte-americano, professor em diversas escolas de teologia e missões:

Popularmente muitos acreditam no “fim” do mundo -- esta terra -- e por isso o final do tempo -- a história desta terra. Mas a perspectiva que N. T. Wright transmite em Surpreendido pela Esperança é da continuação desta terra e, logo, da sua história, uma vez que a Nova Jerusalém -- o que ele entende de “céu” -- desce para a terra (Ap 21). Esta é a visão bíblica em essência, quando Deus será tudo em todos e Jesus terá submetido todas as coisas debaixo dos seus pés (1Co 15.23-28; Cl 1.20) inclusive por meio da igreja (Ef 1.10-23). Assim, tanto o espaço (matéria, mundo) quanto o tempo (história) são criações de Deus, e mesmo passando por um processo redentivo, são essencialmente bons e terão continuidade, mesmo passando por transformação e crises.


Crédito da obra de arte: Work 86, de Yi Choon-Ki
"A cidade não precisa nem do sol, nem da lua, para lhe darem claridade, pois a glória de Deus a iluminou, e o Cordeiro é a sua lâmpada" (Apocalipse 21.33)

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