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Colunas — Contraponto

Um convidado muito especial

Ariovaldo Ramos

Você já parou para pensar a diferença que a presença de Jesus pode fazer na vida da gente? Vamos visitá-lo numa situação ilustrativa: um casamento.

 

“Três dias depois, houve um casamento em Caná da Galileia, achando-se ali a mãe de Jesus. Jesus também foi convidado, com os seus discípulos, para o casamento. Tendo acabado o vinho, a mãe de Jesus lhe disse: Eles não têm mais vinho. Mas Jesus lhe disse: Mulher, que tenho eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora. Então, ela falou aos serventes: Fazei tudo o que ele vos disser. Estavam ali seis talhas de pedra, que os judeus usavam para as purificações, e cada uma levava duas ou três metretas. Jesus lhes disse: Enchei de água as talhas. E eles as encheram totalmente. Então, lhes determinou: Tirai agora e levai ao mestre-sala. Eles o fizeram. Tendo o mestre-sala provado a água transformada em vinho (não sabendo donde viera, se bem que o sabiam os serventes que haviam tirado a água), chamou o noivo e lhe disse: Todos costumam pôr primeiro o bom vinho e, quando já beberam fartamente, servem o inferior; tu, porém, guardaste o bom vinho até agora. Com este, deu Jesus princípio a seus sinais em Caná da Galileia; manifestou a sua glória, e os seus discípulos creram nele” (Jo 2.1-11).

Olhe aí, Jesus num casamento! Jesus combina com festa. E que festa! Casamento, naquela época, era um festaço. Muita alegria! Jesus combina com alegria. Aliás, lembra-se do que ele disse? “Até agora nada tendes pedido em meu nome; pedi e recebereis, para que a vossa alegria seja completa” (Jo 16.24). Ele veio para que tivéssemos alegria. “Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo” (Rm 14.17).

 

 

Tendo acabado o vinho...

Acabou a festa. Calcularam mal ou havia muito penetra? E, na vida da gente, por que a festa acaba? Por onde o vinho vaza? Bem… há o pecado. “Mas as vossas iniquidades fazem divisão entre vós e o vosso Deus, e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça” (Is 59.2). Há, também, o sofrimento – todo mundo se cansa de sofrer – e a decepção, às vezes, com a igreja, com o pastor ou mesmo com Deus. E agora?

 

Tendo acabado o vinho, a mãe de Jesus lhe disse: Eles não têm mais vinho.

Maria está certa. Não importa o motivo pelo qual o vinho (no nosso caso, a alegria) acabou, a saída é procurar Jesus. Se há alguém que pode fazer alguma coisa, é ele.

 

Então, ela falou aos serventes: Fazei tudo o que ele vos disser.

Se Jesus acabara de dizer que nada tinha a ver com aquilo, fazer tudo, o quê? Se fosse eu, sairia dali pensando em alguma estratégia para esvaziar a festa sem dar muito na vista, talvez pedir aos mais chegados para irem saindo de fininho.

Há gente que vive dizendo que se deve honrar Maria, e a adora. Ora, honrar Maria é seguir o seu conselho, que é: “Façam tudo o que o meu filho disser”. Tudo indica que Maria sabia que a misericórdia e a graça de Jesus não conhecem limites. Onde a lei para, a graça e a misericórdia continuam.

Percebe como vale a pena ir a Jesus? Mesmo que, num primeiro momento, ele tenha de nos dar um puxão de orelha, num segundo momento a sua graça e misericórdia nos socorrerão.

 

Estavam ali seis talhas de pedra, que os judeus usavam para as purificações, e cada uma levava duas ou três metretas. Jesus lhes disse: Enchei de água as talhas.

Jesus manda os serventes encherem justo as talhas que eram usadas para as purificações (os judeus lavavam as mãos antes de comer)! Isso soa um tanto iconoclasta. Mas Jesus está certo. Uma religião que não serve para restaurar a alegria de viver do ser humano, serve para quê? Nas seis talhas cabiam cerca de 500 litros.1 É vinho bastante para ninguém botar defeito.

 

E eles as encheram totalmente. Então, lhes determinou: Tirai agora e levai ao mestre-sala. Eles o fizeram.

Rapazes obedientes. Imagino-os enchendo as talhas. Um deles vira para o que está na boca do poço e pergunta: “Escute, o que acabou não foi o vinho?”. “Sim”, responde o colega. “Então, por que a gente está enchendo essas talhas com água?”, retruca o primeiro. E quando Jesus mandou que levassem um pouco de água para o mestre-sala? Imagino o mesmo rapaz inquirindo o colega: “O que a gente vai dizer ao mestre-sala? Ele não está pedindo coisa alguma, muito menos água”. “Sei lá, a gente diz que o filho da dona Maria mandou… O que mais se pode dizer?”

 

Esses rapazes nos ensinam uma grande lição: “Obedeça a Jesus. Você pode não saber o que está fazendo, mas ele sabe o milagre que está realizando. Vá a Jesus com essa disposição”. Ensinam, também, outra lição: às vezes uns têm de fazer sacrifício para que a festa possa continuar para todos. Espírito comunitário é isso.

 

Tendo o mestre-sala provado a água transformada em vinho (não sabendo donde viera, se bem que o sabiam os serventes que haviam tirado a água), chamou o noivo e lhe disse: Todos costumam pôr primeiro o bom vinho e, quando já beberam fartamente, servem o inferior; tu, porém, guardaste o bom vinho até agora.

Sabe como eu vejo o momento em que o mestre-sala entra em contato com os serventes que lhe estão levando um pouco da água? Penso que, até a cuia do mestre-sala tocar a água, era penas H2O. Para mim, o milagre aconteceu quando a cuia tocou a água. O milagre acontece sempre na hora “H”, nem antes nem depois.

 

Quando Jesus faz algo, fica benfeito! O segundo vinho era muito melhor que o primeiro. Bem… quem poderia entender melhor de safra, uva, buquê, do que o Criador? Vale a pena ir a Jesus. Ele não apenas vai restaurar a sua alegria de viver, mas também aprofundá-la. Você vai sair dessa bem melhor do que entrou. Sairá mais robusto, mais resistente aos “vírus” roubadores da alegria dos que creem.

 

Jesus, definitivamente, não é bom de marketing. Foi um milagre discreto, até onde um milagre o pode ser. Ele poderia ter mandado os garotos encherem as talhas com água, depois trazê-las à presença dele e, então, feito uma daquelas orações de arrancar faísca do trono, e pronto! Entrada em grande estilo no ministério.

 

Se ele tivesse feito algo assim, teria acabado por denunciar a vergonha que os noivos estavam passando. E está escrito a respeito dele: “Não esmagará a cana quebrada, nem apagará a torcida que fumega, até que faça vencedor o juízo. E, no seu nome, esperarão os gentios” (Mt 14.20-21).

 

Jesus não veio para expor ou tripudiar sobre ninguém. Vale a pena ir a ele. Quanto milagre discreto Jesus está realizando em nosso favor, todos os dias, e a gente não vê?

Por fim, até Maria, que parecia ter sido um tanto frustrada no evento, conseguiu o seu intento. Provavelmente os garçons foram explicando a qualidade do novo e abundante vinho, contando a história, e a turma deve ter saído da festa dizendo: “É, esse menino da Maria deve ser mesmo especial, a gente ainda vai ouvir muito sobre ele”.

 

Jesus é o único convidado (aliás, nem temos certeza se ele havia mesmo sido convidado ou se foi na “cola” da mãe) que não poderia ter faltado – já pensou o que seria da festa?

Jesus veio para que tivéssemos restaurada a alegria de ser e viver – vida em abundância (Jo 10.10). Essa alegria pode ir embora. Não importa por que a alegria foi embora (pecado, sofrimento, decepção), vá a Jesus. Só ele pode dar um jeito na situação.

Obedeça às orientações de Jesus, mesmo que você não as entenda. Por exemplo, ele pode mandar a gente perdoar o que parece imperdoável. Não importa. Você pode não entender o que está fazendo, mas ele sabe o milagre que está realizando.

 

O milagre do Senhor vem na hora “H”, não adianta ficar ansioso.

Jesus, mais do que restaurar a alegria perdida, vai renová-lo. Você vai sair desta muito melhor do que entrou.

 

Enquanto Jesus for o convidado especial da sua vida, você nunca precisará entrar em “parafuso”. Com Jesus, sempre dá para começar de novo com maior profundidade e abundância.

 

Nota

1.Bíblia Shedd. 1. ed. São Paulo: Edições Vida Nova, 1998. Comentário de João 2.6.

 

Ariovaldo Ramos é escritor, conferencista e presbítero na Comunidade Cristã Reformada, em São Paulo, SP. Foi, por quatro anos, membro do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) e é presidente da Visão Mundial no Brasil. É autor de Pare de Conjugar o Verbo Sofrer.

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