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Não se vive sem comunidades alternativas

Os cristãos deveriam ser íntimos das comunidades alternativas. Porque na história do povo judeu e da igreja elas têm estado sempre presentes. A linhagem de Abel, a linhagem de Noé, a linhagem de Abraão e a linhagem das recabitas (Jr 35) são comunidades alternativas, já que possuíam um estilo de vida diferente da maioria. Ao pregar ideias diferentes, comportamentos diferentes, propósitos diferentes e convicções diferentes, e ao reunir em torno de si os seus discípulos, Jesus organizou uma comunidade alternativa totalmente oposta à comunidade vigente, formada de sacerdotes, fariseus, saduceus, zelotes, publicanos etc. Em suas origens, a igreja nada mais é e nada mais deveria ser do que uma comunidade alternativa: “Todos os que criam estavam juntos e unidos e repartiam uns com os outros o que tinham” (At 2.44). Eugene Peterson parece confirmar que Jesus criou uma comunidade alternativa quando lembra que ele “começa sua obra no mar da Galileia, não no templo de Jerusalém” e seus discípulos eram pescadores, e não sacerdotes.

 

Os movimentos reformatórios dentro da igreja, especialmente aqueles que aconteceram sob a liderança de Lutero, deram origem a comunidades religiosas alternativas. Ou porque os crentes se incomodavam com certas distorções de fé e frieza espiritual e não estavam dispostos a conviver com isso ou porque eram mandados embora ou perseguidos ou convidados a se retirar. Embora não formassem necessariamente uma comunidade à parte da igreja, lembra o historiador Lyndon de Araújo Santos que “muitos movimentos já do século 2 denunciavam a mundanização da igreja e se retiravam para lugares desertos e ermos como os anacoretas, ermitãos e, mais tarde, os ‘monges do deserto’. Eles buscavam um estilo de vida e uma espiritualidade mais radicais e profundos. Esse movimento foi precursor, de alguma maneira, do movimento monástico no período medieval, que podemos classificar, pelo menos em seus primórdios e em suas práticas evangélicas genuínas, de comunidades alternativas”.

 

O mesmo acontece com os movimentos de renovação espiritual tanto no passado remoto (pietismo, puritanismo, evangelicalismo etc.) como no passado recente (igrejas renovadas, avivadas ou carismáticas, contrastando com as igrejas chamadas tradicionais). A Renovação Carismática Católica no fundo é uma comunidade alternativa, pelo menos nos primórdios, antes de se colocar sob as rédeas do clero e do Vaticano. O mesmo aconteceu com as Comunidades Eclesiais de Base.

 

O metodismo foi uma comunidade alternativa em relação à Igreja da Inglaterra (que estava “congelada”, conforme John Wesley). O Exército de Salvação é uma comunidade alternativa em relação à Igreja Metodista. O surgimento de novas comunidades alternativas acontece em maior número e com mais frequência no âmbito religioso.

 

Uma das comunidades alternativas mais espontâneas e sem vínculo algum com cisão eclesiástica foi a comunidade morávia, criada em Herrnhut, uma cidade da Saxônia, pelo conde Nikolaus Ludwig von Zinzendorf. Esse luterano de família nobre e rica cedeu suas terras para abrigar milhares de refugiados da Morávia, na fronteira da República Checa com a Alemanha. Eles eram cristãos apaixonados por missões mundiais. Cerca de 2 mil deles saíram de Herrnhut como missionários para diferentes países, inclusive para lugares bem distantes e difíceis, como Groenlândia, Suriname e Ilhas Nicobar (no litoral da Indonésia). (Veja Herrnhut, edição de julho/agosto de 2012, p. 80.)

 

Comunidade alternativa semelhante foi formada por cerca de cem puritanos ingleses que se mudaram para a Nova Inglaterra, nos Estados Unidos, no final de 1620 em busca de liberdade religiosa.

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