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Colunas — Altos Papos

Transformada pelo teatro

Conselho Editorial Jovem

 

Maria Eduarda, também conhecida como Duda, é pernambucana, tem 27 anos e ama teatro. Começou a fazer teatro na igreja e, depois, se profissionalizou na área. É atriz, jornalista e crítica teatral. Dirige com a amiga Lívia Lins a Dispersos Companhia de Teatro, em Recife, que estreou em 2015 o seu primeiro trabalho, um musical chamado “Abraço -- Nunca estaremos sós”. Para ela, “o teatro é uma arma. Uma arma poderosa. Transforma o meio em que está. Já me transformou inúmeras vezes”.

 

Como surgiu o seu interesse pelo teatro? A igreja a influenciou de alguma forma?

 

A igreja teve total participação. Eu gostava de frequentar o teatro como espectadora, mas em 2005 entrei no Evanarte, ministério de teatro da Igreja Presbiteriana das Graças, em PE, que tem 30 anos de história, e me orgulho muito de ter participado dele. A partir daí deu-se o meu encontro com o teatro, quando resolvi que queria me profissionalizar.

 

Como você vê o papel da igreja e seu relacionamento com as artes?

 

O teatro e as artes visuais, diferente do que acontece com a música, são alvos de pouca ou nenhuma discussão dentro das igrejas. Antes estivessem inseridos nas discussões e envolvidos nas polêmicas entre os cristãos. Não nas conversas rasas, do pode ou não pode, mas nas estratégias de como melhor utilizá-los dentro e, especialmente, fora da igreja, abordando questões urgentes e relevantes, como aborto, política ou sexualidade. Já imaginou uma peça sobre esses temas à luz da Palavra?

 

Você acha que a profissionalização artística é valorizada pela igreja?

 

Não. Muita gente, inclusive os líderes das igrejas, acreditam que o que é feito no ministério de artes já está de bom tamanho. Na minha opinião, a única coisa pior do que não ter teatro é ter teatro ruim. Não dá para fazê-lo sem estudo e também não dá para fazê-lo sem talento. Você colocaria no louvor alguém que não sabe cantar? Então por que tanta gente que não sabe atuar integra os ministérios de teatro nas igrejas? E por que não investir na capacitação dessas pessoas?

 

Existe diferença entre teatro cristão e teatro não cristão?

 

Não. Existe diferença entre profissionais cristãos e profissionais não cristãos. Da mesma forma que não existe medicina cristã, engenharia cristã, jornalismo cristão, administração cristã. O que faz a diferença na sociedade é a pessoa que exerce o ofício, seja ele qual for.

 

Quais foram as principais dificuldades que você enfrentou ao trabalhar com o teatro?

 

É um meio difícil. Os artistas são invariavelmente libertários, mas eu sou livre em Cristo; então, faço minha arte com o que entendo sobre liberdade. Para fazer teatro tem de orar e vigiar sempre.

 

A captação de recursos é um problema para as companhias de teatro?

 

Sim. Muitas vezes somos reféns de editais, porque são os editais que custeiam de fato um projeto que quer alçar voos altos, manter-se em temporada, circular. Poucas empresas no Brasil entendem a capacidade de difusão e assimilação do teatro, por isso ainda não pensam na cultura como uma excelente estratégia de investimento. O “Abraço” foi montado sem incentivo público ou privado. O dinheiro saiu do nosso bolso, mas não poderíamos deixar de fazer, e deu tão certo que algumas empresas têm nos procurado para oferecer patrocínio.

 

LEIA MAIS
Leia a entrevista completa com Duda Martins e assista ao making off do musical “Abraço -- Nunca estaremos sós”

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