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Colunas — Missão Integral

Pão da vida

René Padilla

  

Os seguidores de Jesus e as fomes da humanidade

  

Como Jesus entendia a sua própria missão? E como essa compreensão de sua missão pode nos ajudar a entender a nossa missão como seus seguidores hoje? Uma das muitas maneiras de se responder a estas perguntas se baseia em João 6.1-15, que relata um dos milagres mais espetaculares de Jesus: a multiplicação de cinco pães e dois peixes para dar de comer a uma multidão de milhares de pessoas.

 

O milagre é realizado em um momento de máxima popularidade em que, sem querer, Jesus se converteu numa figura pública. As multidões o seguem de forma persistente aonde quer que ele vá. Movido pela compaixão que o caracteriza, ao ver as pessoas necessitando de alimento, Jesus pergunta a Filipe, um de seus discípulos:

 

-- “Onde vamos comprar pão para estas pessoas comerem?” (v. 5).

 

A resposta de Filipe é realista:

 

-- “Nem com o salário de oito meses poderíamos comprar pão suficiente para dar um pedaço para cada um" (v. 7).

 

No entanto, Jesus tem outra resposta a respeito de como conseguir o pão necessário para todos os presentes: ao saber da disponibilidade de cinco pães e dois peixes (v. 9), ordena aos discípulos que façam as pessoas se sentarem, dá graças a Deus pelos alimentos e, com a ajuda de seus colaboradores, os distribui sem medida entre os numerosos comensais (v. 10-11). Todos ficam satisfeitos (v. 12) e, com o que sobra dos pães, enchem doze cestos (v. 13).

 

Esta passagem lança luz sobre a missão de Jesus. Mostra de forma clara que para ele cada necessidade humana (neste caso, a do alimento para saciar a fome física) é uma oportunidade para a missão. A compaixão é o coração da missão cristã. Em consequência, quando a compaixão se faz presente, não há lugar para o tipo de dicotomias que costumamos fazer entre necessidades espirituais e necessidades materiais, entre evangelização e serviço, entre a palavra e a ação. As pessoas têm fome; Jesus as alimenta.

 

Ao mesmo tempo, a ação concreta de multiplicar pães e peixes aponta para a realidade espiritual. Diríamos que dar de comer à multidão é uma parábola posta em ação: um “sinal” que Jesus faz pouco antes da Páscoa (v. 4) para ensinar às pessoas o verdadeiro significado desta festa judaica. O seu propósito não é simplesmente dar de comer à multidão para saciar a fome corporal, mas também tornar visível de forma vívida a missão de que foi encarregado pelo seu Pai. O pão com que sacia a fome das pessoas é um símbolo de si mesmo como o Pão da vida.

 

É evidente que as pessoas não entenderam o significado do sinal que Jesus tentou lhes dar e, portanto, quiseram “arrebatá-lo, para o fazerem rei” (v. 15). Não devemos nos surpreender quando, como resultado do serviço cristão compassivo, há quem considere a igreja uma agência de bem-estar social e nada mais. Diante de tal mal-entendido sobre sua missão, Jesus “tornou a retirar-se, ele só, para o monte” (v. 15). Ele sabia que o seu reino não era deste mundo, mas sim um reino enraizado no propósito do amor de Deus expresso na cruz. Não o reino de um rei conquistador, mas, sim, o reino do Messias crucificado (cf. 1Co 1.23) – o reino do Filho do homem, que “não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos” (Mc 10.35).

 

O diálogo que é suscitado posteriormente entre Jesus e a multidão (6.25-59) aprofunda o conceito que Jesus tinha de sua própria missão. Esclarece que a multiplicação de pães e peixes tinha aplacado a fome física das pessoas temporariamente, mas tinha sido insuficiente para aplacá-la de maneira permanente e, mais ainda, para satisfazer a fome espiritual, que só poderia ser satisfeita com “o pão de Deus” (v. 33). Para satisfazer essa fome, foi enviado aquele que disse: “Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome, e quem crê em mim nunca terá sede” (v. 35). Como seguidores de Jesus, fomos chamados a compartilhar esse pão da vida junto com o pão de cada dia.

 

Traduzido por Wagner Guimarães.

 

• C. René Padilla é fundador e presidente da Rede Miqueias, e membro-fundador da Fraternidade Teológica Latino-Americana e da Fundação Kairós. É autor de Missão Integral -- O reino de Deus e a igreja. Acompanhe seu blog pessoal: kairos.org.ar/blog.

 

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