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Colunas — Contraponto

Terrorismo

Ariovaldo Ramos

 

Por detrás do terrorismo há a pretensão ao poder

 

“Quando Sambalate, Tobias, os árabes, os amonitas e os asdoditas souberam que a reconstrução dos muros de Jerusalém estava indo bem e que as brechas do muro estavam sendo tapadas, quase subiram pelas paredes de tanta raiva. Eles se uniram e resolveram atacar Jerusalém, com a intenção de provocar o caos” (Ne 4.7,8, AM).

 

O terrorismo internacional está usando, desde sempre, a sua principal arma: a propagação do medo. Ainda não temos como avaliar a extensão do uso dessa arma. Contudo, penso que não estaremos longe da verdade ao considerar que as liberdades individuais estão, de alguma maneira, ameaçadas.

 

Os governos, tidos como alvos, certamente, tomarão as medidas que acharem necessárias para tentar construir um estado de segurança. Como, por definição, não se sabe onde estão os terroristas, todas as medidas acabarão por, de alguma forma, atingir o cidadão comum. Até porque se disfarçar como cidadão comum é a melhor tática do terrorista. Isto precisa ser levado em conta neste momento, pois lamentável será se, em nome da segurança, nos tornarmos vítimas de nosso próprio medo.

 

Isso sem contar as intenções escusas de pretensos mestres de política que, em nome da segurança, acabarão por matar a liberdade de expressão, a liberdade de protestar, a liberdade de ir e de vir. Tal como a lei antiterror que está sendo gestada no Senado brasileiro e que, se não passar por correções democráticas, necessárias, acabará por penalizar os movimentos sociais de um modo geral, transformando nossa nação em lugar onde é proibido discordar. O grande desafio das nações modernas será o de combater o extremismo, sem abrir mão de todas as conquistas democráticas trabalhadas ao longo de séculos. Entre as conquistas da nossa civilização está a capacidade de conviver com os diferentes, principalmente no quesito religião.

 

Portanto, desastroso será, também, se confundirmos a parte com o todo, isto é, se entendermos que, porque uma parte de membros de uma determinada religião decidiu adotar o extremismo terrorista, como sua forma de manifestar pretensa fidelidade religiosa, todo mundo dessa religião é, por definição, terrorista. Seria desastroso se um membro de uma religião qualquer não pudesse mais praticar sua fé, ou ostentar os símbolos da mesma, por haver bandidos que praticam a sua maldade se escondendo atrás de uma pretensa motivação religiosa.

 

Por detrás de todo terrorismo há, apenas, a pretensão ao poder. Não importa se é terrorismo de Estado; se é terrorismo econômico, fomentado por interesses de oligopólios; se é um ataque intencional à moeda de um país, com o objetivo de diluir os seus ativos; se é terrorismo ideológico, tentando, em meio a uma ação legítima, subverter, em nome do estado mínimo, um patrimônio nacional, ou por terrorismo midiático, pela manipulação da notícia, incutir o caos e o medo do futuro.

 

Por detrás de todo o terrorismo há, apenas, a pretensão ao poder, o que, necessariamente, só se se dará com o enfraquecimento da democracia. Do mesmo modo, a única arma eficaz contra o terrorismo é a própria democracia, porque esta se sustenta na vontade soberana do povo, que jamais se curvará a quem queira roubar a sua mais preciosa conquista, a liberdade.

 

• Ariovaldo Ramos é escritor, conferencista e presbítero na Comunidade Cristã Reformada, em São Paulo, SP. Foi, por quatro anos, membro do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) e é presidente da Visão Mundial no Brasil. É autor de Pare de Conjugar o Verbo Sofrer.

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