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Colunas — Casamento e família

Férias em família

Carlos “Catito” e Dagmar Grzybowski

 

 

 

Há pessoas que trabalham o ano todo pensando apenas em como desfrutar as merecidas férias. Planejam viagens fantásticas a lugares incríveis, contando os dias até que as mesmas cheguem. Sem dúvida, o tempo de férias pode ser um momento de diversão, descanso e até de crescimento pessoal, todavia pode ser também um momento de tensão, estresse e crise. Devemos considerar algumas coisas a respeito disso.

 

Em primeiro lugar, devemos refletir a respeito do conceito de “tempo”. O tempo surge com a criação do universo (Gn 1.5) e se apresenta em forma de ritmos (dias, semanas, estações, anos). Os inventos modernos e pós-modernos (relógio, eletricidade, trabalhos em turnos) quebram os ritmos naturais e criam a artificialidade do tempo mecânico -- que nos leva a acreditar que uma estação do ano se inicia num dia, hora e minuto exatos. Como se até o minuto anterior fosse uma estação do ano (por exemplo: o frio inverno) e no minuto seguinte passasse a ser outra (a primavera com todas as flores desabrochando).

 

 

 

O “cronos”, como o conhecemos hoje, condiciona em nossas mentes uma falsa ideia de tempo que se torna facilmente tirano e gerador de estresse. É preciso recuperar a ideia de tempo como processo e como uma sequência de ritmos: “Trabalharás seis dias [...] mas o sétimo dia [...] (Êx 20.9-11).

 

 

 

O trabalho não é consequência da queda (Gn 2.15), portanto não é maldição. Quando de modo contínuo falamos mal (maldizemos) das tarefas de nosso trabalho, condicionamos nossas mentes a percebê-lo como um pesado fardo. Por meio do trabalho, nós transformamos o meio no qual vivemos e vamos sendo transformados por ele dialeticamente. Assim devemos usar nosso tempo de trabalho como forma de gerar o sustento para nossas famílias (2Ts 3.10); de exercer a criatividade e de nos sentirmos realizados.

 

 

 

Os desvios mais comuns a respeito do uso do tempo como oportunidade de trabalhar e criar são a obsessão pelo trabalho (workaholic); trabalhar por obrigação e não por realização; e o sentimento de insegurança sobre sua competência. Devemos lembrar sempre as palavras de Jesus, que via em seu trabalho uma maneira de glorificar a Deus (Jo 17.4).

 

 

 

Porém, o tempo é também uma oportunidade de descanso (Êx 20.10), pois todo organismo necessita de descanso, todavia podemos desenvolver falsas ideias sobre o descanso. A sociedade do “consumo”, por meio da mídia, quer nos fazer crer que descanso é sinônimo de viagens caras a lugares exóticos e, quando não temos recursos necessários para isso, ficamos frustrados. Outra ideia falsa a respeito do descanso é que o isolamento e o não pensar (assistindo à televisão ou “viajando” pelo computador) vão nos proporcionar real descanso – algumas vezes produz “emburrecimento”, nem sempre descanso.

 

 

 

O verdadeiro descanso envolve algo de “criatividade”. É preciso pensar em coisas simples que envolvam toda a família. Quando éramos jovens com filhos pequenos, minha esposa e eu fazíamos sanduíches e íamos a um parque, estendíamos uma toalha sob uma árvore e passávamos horas brincando com os filhos com coisas simples. Outras vezes, fazíamos um passeio mais longo até um rio de serra e caminhávamos nas águas geladas. O riso, a descontração, a brincadeira, os jogos simples devem fazer parte da criatividade -- e isso não se encontra, necessariamente, nos corredores de shoppings.

 

 

 

Se seus recursos são limitados, talvez você possa aproveitar esse tempo de férias para construir um carrinho de rolimã junto com seu filho ou costurar belos vestidos de boneca com sua filha; construir “castelos” com caixas de papelão -- dê asas a sua “criatividade” e tenho certeza de que poderá desfrutar de férias fantásticas em família.

 

Carlos “Catito” e Dagmar são casados, ambos psicólogos e terapeutas de casais e de família. São autores de Pais Santos, Filhos Nem Tanto. Acompanhe o blog.

 

 

 

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Vocação: descansar

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