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Colunas — Contraponto

O que vem antes

De que maneira o recebimento do Espírito Santo dá contornos à nossa missão como testemunhas de Cristo?

 

Depois de muito debate e luta, parece que todos concordam que a igreja deve fazer ação social. Uns ficam no assistencialismo paternalista, no exercício da caridade. Outros, com maior acuidade teológica, compreendem que a ação social não é uma outra missão da Igreja, pelo contrário, está embutida nesta, faz parte da pregação. É parte integrante da proclamação da Igreja fazer o bem, como o Jesus descrito por Pedro em Atos 10.38, que, ungido com poder, andou por todos os lugares fazendo o bem e curando todos os oprimidos do Diabo. Entretanto, tanto para um grupo como para o outro, fazer o bem é o segundo ato.

 

Eu gostaria de propor outra abordagem, em que a pregação começa com a ação social. Está escrito: “Recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judeia, Samaria e até os confins da terra” (At 1.8). Este texto suscita algumas perguntas: Por que precisamos estar cheios do Espírito Santo para sermos testemunhas? Testemunhar não é apenas contar o que aconteceu? Há necessidade de ser cheio do Espírito para isso? Veja, o cego de nascença deu um testemunho maravilhoso sobre o milagre de que fora alvo, sem que, para isso, tivesse de estar cheio do Espírito Santo. De onde pondero que o texto deve estar nos chamando a atenção para algo mais. Gostaria de sugerir que temos de estar preenchidos pelo Senhor, o Espírito, porque, mais do que algo a dizer, temos algo a demonstrar: o próprio Jesus. As pessoas têm de ver Jesus em nós. Como podemos demonstrar o Senhor? Fazendo, como ele, o bem. Sendo, como ele, instrumento de libertação.

 

Olhe para os frutos do Espírito: “Amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio” (Gl 5.22). Todos esses atributos aparecem, pelo menos, na concepção cristã, no relacionamento. No que diz respeito ao amor, quando Jesus quis falar sobre ele, contou a parábola do samaritano, uma pessoa que se coloca na situação da outra, isto é, que raciocina com a seguinte categoria: “Se eu estivesse no lugar desse infeliz e passasse por mim alguém que pudesse me ajudar, eu gostaria que o fizesse”. Ato contínuo, desce de sua montaria e passa a socorrer o moribundo, fez o bem. Em relação à alegria, Paulo ensinou: “Alegrai-vos com os que se alegram” (Rm 12.15). Alegria, portanto, é a capacidade de identificar-se com a alegria do outro. Tem o alegrar-se com Deus, mas quem se alegra com o Senhor faz as suas obras. Quanto à paz, Jesus disse que ter paz é ser pacificador (Mt 5.9); jamais, o ato passivo de quem contempla o horizonte enquanto o próximo é opresso à sua volta. Já a longanimidade, em Romanos 2.4 é importar-se com o outro, a despeito de seus erros, levando-o ao arrependimento. Em Efésios 4.2, é suportar o outro, apesar de suas deficiências, num ato de amor, dando-lhe condições de amadurecer, não apenas tempo, mas também instrumentos, ajuda. Benignidade, por sua vez, é compadecer-se de modo ativo, como Jesus na multiplicação dos pães e peixes, que viu a multidão como ovelhas que não têm pastor. Já bondade é fazer o bem que o outro necessita. E fidelidade é cumprir os compromissos com o outro, em respeito a Deus, mesmo porque quase todos os compromissos que temos com Deus passam pelo próximo. Por fim, domínio próprio é não reagir ao outro segundo a estultícia dele. Nossa pregação começa com o nosso serviço, com o que damos de testemunho da presença de Cristo em nós, é mais do que contar uma história, é vivê-la. É a partir daí que convidamos todos à rendição ao Senhor. O caráter cristão é fazer o bem. Por isso, espera-se que o cristão seja o cidadão por excelência, aquele que faz o bem para a cidade.

 

• Ariovaldo Ramos é escritor, conferencista e presbítero na Comunidade Cristã Reformada, em São Paulo, SP. Foi, por quatro anos, membro do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) e é presidente da Visão Mundial no Brasil. É autor de Pare de Conjugar o Verbo Sofrer.

 

Leia mais na internet

Ação social cristã – realismo e espiritualidade (Paul Freston)

 

 

 

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