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Hip hop: de Nova York para o interior do Amazonas

Phelipe M. Reis

 

Imagine um grupo de jovens com correntes de ouro no pescoço, bonés com paleta reta, calças e camisas largas, executando movimentos que exigem grande esforço físico e expressão corporal, ao som de rap. O cenário pode muito bem ser de um clipe do Eminem ou Jay-Z, pelas ruas de Nova York; ou talvez do Emicida ou dos Racionais MC’s, em São Paulo. Mas por que não em uma cidade no interior do Amazonas?

Assim como a globalização permite a Parintins “exportar” seu festival folclórico para o mundo todo, ela também possibilita à cidade “importar” uma expressão cultural, que surgiu por volta da década de 60, na periferia dos Estados Unidos: o hip hop (um movimento popular que agrega quatro expressões ou elementos artísticos: o rap, o scratch, o break e o grafite).

 

O início da cultura hip hop é fortemente caracterizado pela crítica e resistência política da população negra e pobre dos guetos de Nova York. Embora o rap seja, hoje, a expressão de maior destaque, por causa da visibilidade dos rappers da indústria cultural, o potencial mobilizador de protesto do hip hop ainda permanece e atrai muitos adeptos em todo o mundo.

 

Em Parintins, por exemplo, o hip hop conquistou muitos jovens na última década, especialmente no break e no grafite. Glebson Oliveira da Silva, 27, é fundador do grupo de break Gravidade Zero, composto por trinta pessoas. Glebson, ou “Pito”, como é conhecido por muitos, é um expoente da cultura hip hop na cidade (dança break e faz grafite).

 

Embora o hip hop não seja bem-visto por muitos, devido ao estereótipo criado pelos clipes que fazem apologia ao sexo e às drogas, “Pito”, que é cristão, não vê incompatibilidade entre sua fé e sua arte. Para ele, não se trata só de dança e música, mas também de uma eficiente ferramenta de mobilização política. Em 2005, “Pito” participou de um encontro mundial de hip hop em Caracas, na Venezuela, no qual as discussões sobre a realidade da periferia, discriminação racial e problemas sociais foram prioritárias.

 

A despeito dos estereótipos criados pela mídia, o hip hop não pode ser desmerecido. Seu caráter político requer atenção, pois em alguns pontos converge com o cristianismo, sobretudo na denúncia das injustiças sociais. Steve Turner diz que “a verdade é verdade, independente de quem a pronuncie, e, porque as pessoas foram feitas por Deus, elas não podem deixar de descobrir e transmitir essa verdade”. 1
 

Enquanto expressão artística, a cultura hip hop sinaliza para a beleza do Criador. É por isso que, cursando o oitavo período do curso de Artes Visuais, na Universidade Federal do Amazonas (UFAM), “Pito” não hesita ao afirmar: “Quanto mais eu estudo, mais eu entendo que a arte não pode vir de outra fonte que não seja Deus”.

 

• Phelipe M. Reis é parintinense, missionário e jornalista. Casado com Luíze e pai da Elis.

 

1 TURNER, Steve. Engolidos pela Cultura Pop; arte, mídia e consumo: uma abordagem cristã. Viçosa: Ultimato, 2014. p. 25.

 

 

Leia mais

Entrevista com Glebson Oliveira da Silva, o “Pito”

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