Apoie com um cafezinho
Olá visitante!
Cadastre-se

Esqueci minha senha

  • sacola de compras

    sacola de compras

    Sua sacola de compras está vazia.
Seja bem-vindo Visitante!
  • sacola de compras

    sacola de compras

    Sua sacola de compras está vazia.

Capa — Crack - O monstro de boca aberta

Nesta matéria:

Uma sucessão de recaídas não pode interromper uma sucessão de tentativas

Marlon (29 anos), Jacir (28), Carlos (25) e Tiago (24) estão recebendo assistência médica e espiritual em uma das unidades do Centro de Recuperação Nova Esperança (CERENE), no Estado de Santa Catarina. Marlon começou a usar drogas aos 11 anos; Carlos, aos 13; Tiago, aos 17; e Jacir, aos 18. Em média, a dependência química desses jovens já dura um pouco mais de 14 anos. É muito tempo! Todos os quatro querem ficar livres das drogas e todos têm esperança de conseguirem a completa libertação. Porém, na caminhada em direção à cura, os moços tiveram “várias” recaídas, como eles mesmos contam.

O problema da recaída é humano e não acontece apenas com os usuários de crack. Todos temos recaídas em nossas boas intenções e compromissos pessoais de não mais pecar, de não mais mentir, de não mais fofocar, de não mais odiar, de não mais invejar, de não mais nos vingarmos, de não mais nos prostituirmos. Deve haver muito mais recaídas entre os que prometem comer menos do que entre os que prometem não mais se drogar. Eticamente falando, todas as recaídas são recaídas. Algumas, tais como voltar a usar drogas ilícitas e lícitas, causam mais prejuízo do que outras.

A propósito do assunto, há uma palavra de Jó muito animadora: “Posso tentar esquecer as minhas queixas, posso deixar o meu ar triste [...] mas logo os meus sofrimentos me deixam apavorado” (Jó 9.27-28).

O homem da terra de Uz está falando de recaída. Depois de tentar esquecer mais uma vez as suas queixas e de consegui-lo por um dia, por uma semana, por um mês, por um ano, Jó volta a ficar com a cara amarrada.

Uma eventual recaída ou mesmo uma sucessão de recaídas não podem interromper uma sucessão de tentativas. O livro de Provérbios diz que “ainda que o justo [ou o dependente químico] caia sete vezes, ele sempre terá forças para começar novamente” (Pv 24.16, NBV). Na paráfrase de Eugene Peterson lê-se: “Não importa quantas vezes ele fracasse, [pois] quem é fiel a Deus não fica no chão por muito tempo”. O alvo é tentar sempre e repetir o compromisso assumido quantas vezes forem necessárias.

Conta-se que no século 14 o famoso guerreiro turco Timur Lang, frequentemente chamado Tamerlão, desanimado por algumas batalhas bélicas não bem-sucedidas, recuperou a garra ao ver de repente uma formiguinha que tentava subir uma rocha com um grão às costas. Vezes seguidas ela caía e tornava a subir. Isso aconteceu 59 vezes. Na sexagésima tentativa, a formiguinha e o grão que ela carregava estavam no alto da rocha! O psicólogo Felipe Simões da Matta, que trabalha no CERENE, adverte que o problema da dependência química é um problema não somente de controle comportamental e vivência espiritual, mas que também abrange o ser humano de forma integral. Daí a palavra composta “biopsicossocial”. Para ele, “a recaída não significa uma derrota, um fim de caminho, mas uma pausa para um recomeço”.

Para evitar a vulgarização e o cinismo das recaídas, é necessário admitir humildemente a nossa incrível fragilidade e confessar honestamente a Deus o nosso último fracasso, antes de pôr os pés a caminho mais uma vez!

Leia mais
Dois mandamentos em doze passos
O mais extravagante de todos os personagens das Escrituras Sagradas

QUE BOM QUE VOCÊ CHEGOU ATÉ AQUI.

Ultimato quer falar com você.

A cada dia, mais de dez mil usuários navegam pelo Portal Ultimato. Leem e compartilham gratuitamente dezenas de blogs e hotsites, além do acervo digital da revista Ultimato, centenas de estudos bíblicos, devocionais diárias de autores como John Stott, Eugene Peterson, C. S. Lewis, entre outros, além de artigos, notícias e serviços que são atualizados diariamente nas diferentes plataformas e redes sociais.

PARA CONTINUAR, precisamos do seu apoio. Compartilhe conosco um cafezinho.


Opinião do leitor

Para comentar é necessário estar logado no site. Clique aqui para fazer o login ou o seu cadastro.
Ainda não há comentários sobre este texto. Seja o primeiro a comentar!
Escreva um artigo em resposta

Ainda não há artigos publicados na seção "Palavra do leitor" em resposta a este texto.