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Seções — Caminhos da missão

O que missão empresarial não é

D. César

O que antes não passava de um sonho, hoje é realidade. Missão empresarial tomou forma em alguns lugares do mundo. (Aqui nos referimos ao termo como um “negócio missional, transformacional e lucrativo, demonstrando valores do reino, criando empregos, permitindo estilos de vida honestos e ressaltando uma visão bíblica do trabalho”.1)

No Brasil, a primeira referência ao assunto foi em um pequeno artigo do sueco Mats Tunehag, um dos expoentes mundiais do movimento. Tunehag já explicava o cerne do movimento: “Ajuda de emergência é uma coisa e ajuda para o desenvolvimento é outra. Na primeira, damos um peixe para a pessoa faminta; na segunda, ensinamos essa pessoa a pescar. Um terceiro passo é capacitar esse pescador a abrir uma empresa e ajudá-lo a conseguir capital para comprar um barco pesqueiro”.2

Hoje, temos gente séria comprometida com incríveis projetos de missão empresarial -- principalmente em regiões do mundo que exigem acesso criativo. E temos representantes brasileiros que integram grupos que pensam muito bem a coisa.3

Contudo, sendo uma área sensível como é -- pois envolve dinheiro e lucro --, corremos o risco de perdermos o foco. Uma listinha do que começa a pipocar por aí:

1. Negócios financiadores de missões. Como dizia Tunehag, “arrecadar e distribuir é o que mais fazemos como igrejas e como missões. Nada há de errado nisso”. O problema é que missão empresarial (ou “business as mission”4) não trata disso, que tem outro nome: “business for mission”.

2. Negócios de fachada. O missionário inicia uma cafeteria no norte da África. A cafeteria quase nunca está aberta, porque ele está ocupado em plantar igrejas. Plantar igrejas é legítimo, mas ter um negócio com o objetivo único de plataforma de visto é ilegítimo e deveria ser abominado pelo movimento missionário.

3. Negócios “próprios”. O missionário começa com a melhor das intenções, mas as tentações da riqueza abafam sua intencionalidade missionária. Ele assume um status social importante, torna-se rico e bem-sucedido. Já nem se lembra mais por que abriu a empresa. “Para ajudar a manter o foco, o missionário empresário deve ter pessoas que orem por ele, consultores que acompanhem suas contas e um mentor que o ajude a ser proativo como missionário -- serviços que as agências missionárias devem facilitar.”5

4. Negócios irregulares. Todo negócio do reino deve ser íntegro em todas as dimensões: “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”. O pagamento de impostos, salários, fornecedores -- tudo deve ser feito de forma justa. Quando isso de fato acontece já é uma grande pregação. Sem falar na sustentabilidade social e ambiental.

Que Deus nos livre das artimanhas do mal (lembrando que o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males) e nos abençoe com empresas missionárias que sejam entendidas por todos (de investidores a consumidores, passando pela comunidade) como um negócio no qual Jesus muito bem poderia ser o chefe.

Notas
1. “Business as Mission: Extending God’s Kingdom.” Interserve International, 2010.
2. “Emprego e empresariado numa perspectiva bíblica.” “Ultimato”, Viçosa, MG, n. 274, p. 20, 2002. (Publicado também em matstunehag.com)
3. Por exemplo, bamthinktank.org , endossado pelo Movimento Lausanne e pela Aliança Evangélica Mundial.
4. Ou, também, B4T = “business for transformation”.
5. FUCHS, Hans Udo. Mensagem eletrônica, 20/05/2014.

D. César, casada, três filhos, trabalha em uma agência missionária no Brasil.

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