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Seções — Abertura

Minha vida não vale nada

Foi Jó quem confessou ao seu amigo Elifaz, da terra de Temã: “Detesto a vida; não quero mais viver. Deixa-me em paz, pois a minha vida não vale nada” (Jó 7.16). Ninguém se assuste nem levante a voz contra Jó ou faça mal juízo dele. O homem da terra de Uz tem toda razão. Neste e em outros discursos, Jó explica por que a vida dele não vale nada, depois de ser assaltado de várias maneiras por Satanás, com a permissão de Deus.

“Não tenho dinheiro” -- Os povos vizinhos e raios do céu acabaram com as minhas 11.500 cabeças de gado (1.13-17; 19.9).

“Não tenho filhos” -- Um tornado derrubou a casa onde meus sete rapazes e minhas três moças estavam participando de um banquete na casa do mais velho e todos morreram soterrados (1.18-19).

“Não tenho saúde” -- Meu corpo está coberto de feridas horríveis, desde as solas dos pés até o alto da cabeça. Coço-me o dia inteiro com um caco de barro (2.7). A minha pele racha e dela escorre pus (7.5). Minha mulher não tolera o mau cheiro de minha boca e os meus irmãos têm nojo de mim (19.17). Tornei-me pele e osso, mal consigo continuar vivo (19.20). A minha pele está ficando preta e o meu corpo queima de febre (30.30).

“Não tenho esperança” -- Os meus dias passam mais depressa do que a lançadeira de um tecelão e vão embora sem deixar esperança (7.6). A minha vida vai passando, os meus planos fracassaram e as esperanças de meu coração se foram (17.11).

“Não tenho sono” -- As noites são compridas e eu me canso de virar na cama sem conseguir dormir, louco para me levantar (7.4). E quando consigo dormir os pesadelos me acordam e me enchem de medo (7.14).

“Não tenho apetite” -- O jumento fica contente quando come capim e o boi não reclama quando tem pasto. Quanto a mim, não tenho vontade de comer coisa alguma e tudo o que eu como me faz mal (6.5-7).

“Não tenho amigos” -- Não sou capaz de ajudar a mim mesmo e não encontro ao menos um amigo para me socorrer (6.13). Meus amigos me desapontam como um riacho que seca no verão (6.15). Os que gostavam de mim no passado, hoje ou não se lembram de mim ou me detestam. Até as crianças me desprezam (19.13-19).

“Não tenho vontade de viver” -- Tenho pedido insistentemente a Deus que acabe comigo e me tire a vida. Daria pulos de alegria se ele atendesse à minha oração. Não tenho resistência para nada. Por que, então, continuar vivo? (6.8-10). Não tenho mesmo a menor vontade de viver, pois o desespero tomou conta de mim (30.16).

A dor de Jó não durou para sempre. A certa altura de sua vida, Deus mudou o quadro e lhe devolveu o que ele havia perdido: bens, filhos, saúde, sono, apetite, amigos, ânimo, projeção social e um entusiasmo enorme pela vida! O mesmo Deus pode fazer por aqueles que hoje dizem com razão que a própria vida não vale nada. Entre estes estariam uma grande multidão de usuários de crack. Não se pode passar ao largo pela Cracolândia de São Paulo nem pelas outras muitas cracolândias deste mundo afora sem enxergá-los, sem nos compadecermos deles, sem mostrar a eles o amor de Deus e sem, de algum modo, estender-lhes a mão!

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