Apoie com um cafezinho
Olá visitante!
Cadastre-se

Esqueci minha senha

  • sacola de compras

    sacola de compras

    Sua sacola de compras está vazia.
Seja bem-vindo Visitante!
  • sacola de compras

    sacola de compras

    Sua sacola de compras está vazia.

Especial

Líderes evangélicos e a descriminalização do usuário de drogas

Ronilso Pacheco

Em maio de 2013 foi entregue ao presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, uma carta-manifesto* com as assinaturas de cerca de 150 pastores e líderes evangélicos em defesa da descriminalização do usuário -- e dependente -- de drogas. Um de seus parágrafos declara: “Influenciados pelo que nos afirma o apóstolo Paulo, em sua carta aos Efésios, ‘Porque o fruto do Espírito está em toda bondade, e justiça e verdade’ (Ef 5.9), afirmamos que cremos nesse tripé, bondade-justiça-verdade, como orientação para a construção de uma nova política pública sobre drogas e para uma mudança na lei 11.343/2006 que descriminalize o usuário e estabeleça critérios mais claros e objetivos para distinguir usuário e dependente de traficante, assegurando ao usuário e dependente o direito constitucional a saúde, educação e projetos de requalificação profissional visando sua integração social.” Essa iniciativa não é isolada; pouco depois, e sem ter ligação com as igrejas no Brasil, pastores de igrejas do sul dos Estados Unidos se posicionaram de maneira semelhante ao realizar a conferência “A visão a partir do púlpito: líderes religiosos e descriminalização das drogas”.

Para esse grupo, o primeiro desafio é esclarecer a confusão que existe no imaginário coletivo entre legalização e descriminalização. O primeiro termo diz respeito ao Estado assumindo a responsabilidade do controle e da regulação (como qualquer produto comercializado no mercado). O segundo aponta que quanto mais distantes da esfera criminal estiverem o uso e a dependência de drogas, mais espaço haverá para ações que visem a saúde e a assistência. O principal motivo para defender essa descriminalização é o reconhecimento de que a ausência na lei de critérios objetivos para distinguir “usuário” de “traficante” enche as penitenciárias de um grande número de jovens pobres, negros e de periferia. Entre 2006 (ano da implementação da atual lei de drogas) e 2012, o número de presos por tráfico no Brasil saltou de 41 mil para 131 mil. Hoje, o número de presos no país é superior a 700 mil, sendo que mais de 30% deles foram presos por envolvimento com drogas, aproximadamente 43% são presos provisórios e cerca de 70% são negros.

Ao não ameaçar usuários e dependentes com uma dura pena de prisão, acredita-se que a descriminalização amplia sobretudo o campo da assistência. E nesse campo a igreja teria muito a mostrar e a dizer.

* Leia a carta-manifesto na íntegra neste link.

Ronilso Pacheco congrega na Comunidade Cristã S8 e estuda teologia na PUC do Rio de Janeiro. Integra a Rede Evangélica Nacional de Ação social (RENAS), o Congresso Nacional Underground Cristão (CNUC) e a Rede FALE, e é interlocutor para as igrejas na ONG Viva Rio.

QUE BOM QUE VOCÊ CHEGOU ATÉ AQUI.

Ultimato quer falar com você.

A cada dia, mais de dez mil usuários navegam pelo Portal Ultimato. Leem e compartilham gratuitamente dezenas de blogs e hotsites, além do acervo digital da revista Ultimato, centenas de estudos bíblicos, devocionais diárias de autores como John Stott, Eugene Peterson, C. S. Lewis, entre outros, além de artigos, notícias e serviços que são atualizados diariamente nas diferentes plataformas e redes sociais.

PARA CONTINUAR, precisamos do seu apoio. Compartilhe conosco um cafezinho.


Opinião do leitor

Para comentar é necessário estar logado no site. Clique aqui para fazer o login ou o seu cadastro.
Ainda não há comentários sobre este texto. Seja o primeiro a comentar!
Escreva um artigo em resposta

Ainda não há artigos publicados na seção "Palavra do leitor" em resposta a este texto.