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Colunas — Missão integral

A missão de paz e justiça (parte 4)

René Padilla

Nos artigos anteriores da série sobre a missão cristã integral como uma missão de paz e justiça, vimos o lugar que a justiça ocupa em relação ao propósito da vida humana: “shalom”, plenitude de vida. Propusemos que, porque Deus é justo e ama a justiça, esta não é meramente uma convenção social ou um valor humano, mas sim um mandato divino que se repete ao longo do Antigo Testamento e ocupa um lugar central na mensagem dos profetas de Israel. A vida segundo a vontade de Deus, portanto, é uma vida caracterizada, entre outras coisas, pela prática da justiça, ou seja, uma vida dedicada à busca genuína do pleno bem-estar do próximo. Um bem-estar que acontece à medida que todas as necessidades humanas são satisfeitas, incluindo as corporais e as materiais, as psicológicas e as sociais, as relacionais e as espirituais.

O reconhecimento da importância que a busca da justiça tem para a ética cristã está intimamente ligado ao reconhecimento do mandamento que, segundo o ensinamento de Jesus Cristo, resume a lei e os profetas: “Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças”. E ele é inseparável do segundo mandamento, que é: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mc 12.30-31). Aquele que ama a Deus com todo o seu ser anela de coração a justiça que Deus ama, e aquele que ama o próximo como a si mesmo anela sinceramente que sejam respeitados os direitos que todas as pessoas, sem exceção, têm como criação de Deus com dignidade humana.

Jesus Cristo disse que aqueles que “têm fome e sede de justiça” e são “pacificadores” são bem-aventurados ou felizes (Mt 5.6, 9). São os que hoje, em uma sociedade onde prima a fé-ideologia do consumismo, têm o valor requerido para sair deste molde em favor da paz e da justiça para todos os seus congêneres, seja qual for sua raça, sua classe socioeconômica, ou seu sexo. São os que se atrevem a nadar contra a corrente em um mundo onde as ondas da injustiça e da opressão, da corrupção e do abuso de poder arremetem com força.

E é para nadar contra a corrente que nós, seguidores de Jesus Cristo, somos chamados, sem exceção. O seguir a Jesus não pode ser definido em termos que reduzam a experiência cristã a uma experiência “espiritual” que não encara concretamente o desafio de um estilo de vida que expressa o anelo do Deus que é justo e ama a justiça. Como seguidores de Cristo, somos chamados a demonstrar de maneira prática que é possível um estilo de vida alternativo que coloca o amor a Deus e ao próximo bem acima dos interesses pessoais, e traduz esse amor em boas obras a serviço da paz e da justiça. Tal estilo de vida tem uma dimensão eminentemente missionária, já que a missão cristã, como missão integral, inclui não só o que se diz da boca para fora, mas também o que se faz e o que se vive.

Traduzido por Wagner Guimarães.

C. René Padilla é fundador e presidente da Rede Miqueias, e membro-fundador da Fraternidade Teológica Latino-Americana e da Fundação Kairós. É autor de “O Que É Missão Integral?”. Acompanhe seu blog pessoal

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