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Ilustração

Morre o cartunista Renato Canini
Klênia Fassoni

No dia 30 de outubro de 2013, morreu, em Pelotas, RS, Renato Vinícius Canini, aos 77 anos, vítima de um mal súbito, decorrente de problema cardíaco. Os desenhos dele ilustraram a seção “Vamos ler!” de Ultimato durante dois anos.

Canini é mais conhecido por ter sido o ilustrador e autor das histórias do Zé Carioca durante cinco anos nos idos de 1970, na Editora Abril. Curiosamente, foi o convite do pastor William Schisler Filho para ilustrar a revista para crianças “Bem-Te-Vi”, da Igreja Metodista, que lhe deu a oportunidade de mudar-se para São Paulo em 1967 e, depois de dois anos, ir para a Editora Abril. Ele desenhou e escreveu para a revista “Recreio”, criou o caubói Kactus Kid e participou do Projeto Tiras com o indiozinho Tibica. Foi, ainda, colaborador das revistas “Pancada, Patota e Mad” e ilustrou mais de cinquenta livros infantis.

Canini deixava transparecer a sua fé nos personagens e histórias que criava: “O Tibica foi publicado em vários jornais do país. Ele era ecológico, amava a Deus e a natureza”; “O doutor fraude eu fiz porque sou evangélico como contraponto do verdadeiro doutor fraude (Freud), que é ateu”. Nas entrevistas, falava abertamente: “Eu sou crente mesmo, sabe?”; “Quero conhecer o que puder sobre Deus cada vez mais”. Apreciava os hinos tradicionais, conforme se vê na carta que ele enviou a Ultimato em 2001: “Como alguém que se criou cantando belos hinos tradicionais, como ‘Quão bondoso amigo é Cristo’, ‘Santo, Santo, Santo’ e tantos outros, é com tristeza que tenho acompanhado a mediocridade dos nossos hinos modernos, com raras exceções”.

Canini casou-se, com quase 60 anos de idade, com Maria de Lourdes, professora universitária e que também desenha. Os dezessete anos de casamento, segundo ela, foram de muito companheirismo.

A simplicidade e a humildade eram características marcantes da vida e do trabalho do cartunista: “Todos os desenhistas veneram ele pela grande simplicidade que ele conseguiu no traço. Em meia dúzia de traços ele resolvia tudo” -- comentou o cartunista Santiago. Luís Fernando Veríssimo declarou: “Sou fã do Canini, do seu traço fino, diferente e despojado”. O editor do último livro dele, “Pago pra Ver” (IEL/Corag, 2012), ressaltou a sua humildade: “Ele é genuíno o tempo todo. Embora seja considerado um dos melhores do mundo no humor, o Canini jamais se gabaria disso. Porque, na verdade, não se gaba de nada”. Ele era avesso a novidades tecnológicas e a viagens. Não usava computador nem internet. Os desenhos dele para Ultimato chegavam pelos Correios, alguns feitos em papel de rascunho e “tratados” por meio de cortes e cola no papel. Não gostava nem de viagens curtas. Confessou que nem sequer conheceu o Rio, palco das histórias de Zé Carioca.

Os desenhos de Canini em “Vamos ler!” vão continuar por mais algum tempo. Em 18 de setembro, ele nos enviou uma leva deles, acompanhada de um bilhete no qual reproduzia um artigo (escrito à mão) do ex-padre Aníbal Pereira dos Reis, e perguntava: “Quando é que Ultimato vai publicar algum texto dele?”.

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