Apoie com um cafezinho
Olá visitante!
Cadastre-se

Esqueci minha senha

  • sacola de compras

    sacola de compras

    Sua sacola de compras está vazia.
Seja bem-vindo Visitante!
  • sacola de compras

    sacola de compras

    Sua sacola de compras está vazia.

Notícias — Mais do que notícias

A figura de Maria é central na espiritualidade do primeiro pontífice latino-americano

Se “Maria de menos” tem sido um problema protestante, “Maria de mais” tem sido um problema católico romano. Parece que esse embaraço tende a agravar-se com o pontificado do atual papa.

“L’Osservatore Romano”, o jornal do Vaticano, de 13 de outubro de 2013, diz que “a espiritualidade mariana do papa revela-se claramente nas suas palavras e, em particular, nos seus gestos muito eloquentes” (p. 2). Afirma também que “a figura de Maria é central na espiritualidade do primeiro pontífice latino-americano da história, o primeiro jesuíta que se tornou sucessor de Pedro” (p. 14).

De fato, o comportamento do papa Francisco em relação a Maria é condizente com o seu pensamento. Por exemplo, quando os mestres de cerimônia queriam levá-lo imediatamente ao alfaiate para preparar-lhe uma batina branca sob medida, na manhã seguinte à sua eleição (14 de março de 2013), Francisco se opôs: “Antes vamos à Nossa Senhora”. Às 8 horas da manhã, com um ramo de flores na mão, ele já estava na Basílica de Santa Maria Maior. O mesmo aconteceu na visita dele ao Brasil: após um dia de descanso no Rio, o papa quis ir primeiro a Aparecida, onde “permaneceu prolongadamente em contemplação silenciosa diante da pequena imagem em terracota de Nossa Senhora Negra, com cerca de quarenta centímetros de altura [...] e carregou-a nos braços como se fosse uma criança”.

Na edição seguinte de “L’Osservatore Romano”, lê-se que “profundamente convicto da necessidade de recorrer à Virgem em cada momento da vida, o papa Francisco presidiu no sábado 12 e domingo 13 de outubro na Praça de São Pedro aos dois encontros de oração na presença da estátua original de Nossa Senhora de Fátima, que chegou expressamente do santuário português”. Nessa cerimônia, “na presença de uma grande multidão, o pontífice realizou o ato de entrega da humanidade à Virgem, pedindo-lhe, em particular, que ensine aos homens o seu amor de predileção pelos pequeninos e pobres, pelos excluídos e sofredores, pelos pecadores e desorientados”. Ainda nessa solenidade, ele declarou à mãe de Jesus: “Temos a certeza que cada um de nós é precioso aos teus olhos e que nada te é desconhecido de tudo que habita os nossos corações” (“L’Osservatore Romano”, 1/10/2013, p. 1 e 9).

Dirigindo-se a todos os peregrinos presentes no Santuário do Divino Amor, naquele mesmo sábado, o papa ensinou que, quando estivermos cansados, desanimados, oprimidos pelos problemas, devemos olhar para Maria, sentir o seu amor e ouvir a sua voz dizendo ao nosso coração: “Coragem, filho, estou aqui eu que te sustento!”. Francisco foi ainda mais longe quando afirmou que “todos os nós do coração, todos os nós da consciência podem ser desatados com a ajuda de Maria”, confirmando o que havia sido dito -- menos enfaticamente -- por Irineu (130--200) e padres conciliares do Vaticano II (1965). O “Maria de mais” do papa deixa de lado a suficiência do sacrifício vicário de Jesus e a passagem mais emocionante do Apocalipse, que mostra Jesus desatando os sete selos do livro que ninguém podia abrir “nem no céu, nem na terra, nem debaixo da terra” (Ap 5.1--8.5).

No final da celebração, na praça de São Pedro, o primeiro papa latino-americano invocou “a salvaguarda da Virgem Maria para as famílias do mundo inteiro” (“L’Osservatore Romano”, 31/10/2013, p. 9).
Enquanto isso, aqui no Brasil, o jornal “Mundo Jovem”, em Porto Alegre, publicou a poesia “No Céu”, de Innocência Theodorica Sant’Anna Júlia, uma senhora de 89 anos:

Lá chegarei esfarrapada e pobre,
sem nem sequer um ato de valia,
levando apenas como passaporte
a fita azul de filha de Maria

São Pedro ao ver-me, sacudindo a barba
dirá zangado: “Aqui não vai entrar”
e eu, muito a medo lhe direi baixinho:
“Chame a Virgem, quero lhe falar”

Ela chegando abrir-me-á seus braços
Toda ninhada de celeste luz
e na ternura do mais doce abraço
levar-me-á ao trono de Jesus.

Essa é uma das razões da matéria de capa da presente edição de Ultimato: “Lembre-se sempre de Jesus!”

QUE BOM QUE VOCÊ CHEGOU ATÉ AQUI.

Ultimato quer falar com você.

A cada dia, mais de dez mil usuários navegam pelo Portal Ultimato. Leem e compartilham gratuitamente dezenas de blogs e hotsites, além do acervo digital da revista Ultimato, centenas de estudos bíblicos, devocionais diárias de autores como John Stott, Eugene Peterson, C. S. Lewis, entre outros, além de artigos, notícias e serviços que são atualizados diariamente nas diferentes plataformas e redes sociais.

PARA CONTINUAR, precisamos do seu apoio. Compartilhe conosco um cafezinho.


Opinião do leitor

Para comentar é necessário estar logado no site. Clique aqui para fazer o login ou o seu cadastro.
Ainda não há comentários sobre este texto. Seja o primeiro a comentar!
Escreva um artigo em resposta

Ainda não há artigos publicados na seção "Palavra do leitor" em resposta a este texto.