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Capa

"Parem o mundo que eu quero descer!"

 Estou empanturrado. Quero vomitar. Quero descer. Quero ir embora. Quero morrer. Quero desaparecer. Quero ser um a menos neste planeta.
Há radares em toda parte. Filmam tudo o que eu faço. Gravam tudo o que eu falo. Vigiam-me o tempo todo. Acabou a minha privacidade. Antes, só o Senhor me via, ouvia, seguia, vigiava e conhecia os meus pensamentos (Sl 139). Se me ajoelho em meu escritório para orar ou se me deito com minha esposa em nossa cama, no nosso quarto, todos me veem.
Há mais celulares do que gente. Há mais celulares do que latrinas (1,1 bilhão de pessoas ainda defecam a céu aberto). Há uma televisão em cada cômodo, inclusive na cozinha e no banheiro. Há carros demais, motos demais.
Há cartões de crédito demais. Há shoppings demais (bastava um para cada 150 mil habitantes). Há apartamentos e casas demais para alugar ou vender. Há coisas demais para comprar e coisas demais para jogar fora. Há consumo demais e desperdício demais.
Há muito barulho, muitos discursos, muitas promessas, muitas mentiras, muita bisbilhotice, muita bajulação, muitas ameaças.
Há muito álcool, muitas drogas, muitas festas, muito sexo, muitas brigas, muita encrenca, muitos escândalos, muitos crimes, muitos assaltos, muita violência, muitas mortes, muita maldade.
Há muitos idosos, muitos portadores de transtornos mentais, muitos pobres, muitos famintos, muitos moradores de rua, muitos infelizes, muitos doentes, muitos suicidas, muitas crianças com síndrome de Down, muitos casais separados, muitos órfãos.
Por favor, “parem o mundo que eu quero descer”! Estou empanturrado de tanta loucura e tanta dor!

Nota
O título foi uma frase escrita num muro de uma cidade europeia no final da década de 1960 por alguém inconformado com os rumos da civilização autodenominada moderna.

Opinião do leitor

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