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Seções — Caminhos da missão

O campus tem sido o nosso campo

 Professora brasileira compartilha sobre sua vida e ministério com a família no norte da Índia
Ana Maria Ferreira

Em abril completamos cinco anos de trabalho em Rio Bonito.
1 No dia 22 de abril de 2008 chegamos à Índia e fomos para nosso encontro com a liderança, em que recebemos uma resposta interessante à minha pergunta sobre como era Rio Bonito. Um de nossos parceiros simplesmente respondeu: “Pense numa cidade feia; multiplique dez vezes a feiura que você pensou. Rio Bonito é ainda mais feia que isso”.

O pior foi que, chegando aqui, naquele calor de 47 graus, percebemos que ele estava certíssimo em sua tentativa de descrever a nossa futura cidade.

Cinco anos se passaram. Nesse tempo, nossos olhos, nosso olfato, nossos ouvidos se adaptaram. O caos não nos assusta tanto e temos descoberto belezas aqui, mas a principal delas tem um nome: gente.

Aqui tem gente que Deus ama e de quem ele cuida -- gente a quem Deus quer mostrar a sua graça. Amar as pessoas nos fez amar a cidade; conviver com os “riobonitenses” nos ensinou a ver que o lugar, por pior que seja, vale a pena. Há pessoas preciosas aqui e temos amado servir ao Senhor nessa terra.

Nestes anos ficamos cinco meses sem moradia. Nossa filha Vitória foi hospitalizada com uma doença misteriosa e curada sem nunca sabermos o diagnóstico. Passamos literalmente por um ciclone e fomos protegidos. Sentimos solidão, opressão, desapontamentos. Presenciamos cenas fortes do que o coração humano sem Deus é capaz de fazer ao próximo.

Nosso caçula, Filipe, apanhou duas vezes de professores, uma vez de seis alunos. Vitória adoeceu de gastrite por sofrer “bullying” na escola. Enfrentamos dificuldades com a língua, com a comida, com o clima.

Mas temos visto a graciosa mão do Pai transformando os infortúnios em bênçãos, mostrando sua graça -- as crianças superaram as pressões na escola e foram premiadas em olimpíadas de conhecimentos de inglês; pudemos testemunhar para a direção da escola, professores e funcionários a razão de nossa fé. Nós e nossas crianças aprendemos a interceder pelos que nos perseguem e perdoar nossos ofensores. Elas estão crescendo com maturidade, pela graça de Deus.

Recebi cura milagrosa do útero e dos ovários, uma vez indicada cirurgia para retirada do útero, o que tem sido até hoje testemunho entre amigas cristãs e não cristãs.

Temos amigos entre os indianos -- muçulmanos, hindus, cristãos nominais e irmãos em Cristo. Nossa casa tem sido um lugar para receber amigos, para oração, aconselhamento, despertamento missionário, discipulado. Um lugar para refrigério.

Temos apoiado a igreja local em suas atividades e compartilhado a Palavra em grupos de jovens. O “campus” onde meu esposo dá aulas tem sido o nosso campo de atuação e os alunos têm ouvido do Criador. Sementes têm sido plantadas.

Entre nascimentos, noivados, casamentos e funerais, o Senhor tem nos dado a graça de conviver com as pessoas e aprender delas, vivenciando juntos dores e alegrias.

Que ele continue nos ajudando a sermos encontrados fiéis naquilo para o qual fomos designados (1Co 4.2).

Nota
1. Os nomes da cidade e dos membros da família são fictícios.

• Ana Maria Ferreira, 43 anos, é casada, tem dois filhos e é assistente social. Leciona e faz doutorado na Índia.

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