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Declaração de falência

A impressão é que estamos fazendo uma fila de pessoas dispostas a assinar um termo de rendição, a ensarilhar as armas, a entregar os pontos, a desistir definitivamente de fazer qualquer outro esforço ou qualquer outra tentativa. É como se estivéssemos todos assumindo uma espécie de falência moral absoluta.

Uma das últimas pessoas que Bento XVI recebeu antes de renunciar foi o presidente da Guatemala, Otto Pérez Molina. Ele queria a simpatia do papa para a sua proposta a favor da regulamentação das drogas. Otto argumentou: “A luta contra as drogas não deu o resultado que queríamos. No mundo todo, continua havendo consumo e ainda aumentaram a violência e a delinquência como produto colateral do consumo e do tráfico”.

A regulamentação do aborto é outra medida inevitável. E parece lógica, pois, para mandar para a cadeia as brasileiras que praticam o aborto induzido (por volta de um milhão por ano), “o país precisaria construir, a cada dia, a bagatela de 5,5 presídios femininos (cada unidade com 500 vagas)”. Quem faz as contas é o jornalista Hélio Schwartsman, da Folha de São Paulo. Segundo ele, “a conta é conservadora porque não considera os médicos, enfermeiras e comadres que mereceriam ser presos na qualidade de cúmplices”. Mais ainda, “seria também necessário edificar um bom número de orfanatos, para abrigar as crianças que ficariam desassistidas, enquanto suas mães cumprem pena”.

A procuradora da justiça aposentada e advogada criminal Luiza Nagib Eluf apoia o projeto de lei que regulamenta os serviços prestados pelas profissionais do sexo. Ela explica que “o tráfico de pessoas produz o terceiro maior lucro mundial para as quadrilhas, ficando aquém apenas do tráfico de armas e de drogas”. Exatamente por essa razão – raciocina a procuradora –, “a prostituição precisa ser encarada sem preconceitos e com muita objetividade”. Ela alega que “a regulamentação do comércio sexual, praticado entre pessoas maiores de 18 anos e livres, ajudaria muito a evitar a escabrosa exploração a que hoje estão sujeitos os profissionais do sexo em nosso país”.

Tentativas para explicar e justificar a infidelidade sexual estão aparecendo cada vez mais na mídia e cada vez mais desinibidamente. A francesa Agnès Jaoui, em seu filme Além do Arco-Íris, ela mesma diz que “quis passar a ideia de que a infidelidade não é algo que deva ser levado tão a sério”. Ela continua: “Se a pessoa te ama, estará com você na hora em que precisar. Se terá outras relações, isso não é tão importante”. Segundo Iara Biderman, do suplemento “Equilíbrio”, da Folha de São Paulo, o recém lançado A Química do Amor trata do velho problema: “Por que amamos um e desejamos fazer sexo com outros?”. Para os autores do livro, o neurocientista Larry Young e o jornalista Brian Alexander, “a monogamia sexual não é uma determinação biológica para homens e mulheres”. Todavia, eles não chegam a dizer que a promiscuidade é a verdadeira natureza humana, como outros pregam. Não se pode negar nem pela Bíblia nem pela experiência humana que “a monogamia não é uma tendência natural”, como afirma Young. Mas ela deve ser desejada, buscada, alcançada e mantida, à luz do cristianismo e da própria segurança tanto do homem como da mulher. A Química do Amor também não erra quando explica que, “mesmo os muitos que conseguem ser fiéis toda a vida, seus cérebros continuam mandando comandos eventuais para que traiam”. É por essa razão que o Antigo Testamento diz: “Beba das águas da sua cisterna, das águas que brotam do seu próprio poço” (Pv 5.15) – uma alusão à fidelidade conjugal. Essa passagem é repetida no Novo Testamento, de maneira menos alegórica e mais imperativa: “Por causa da imoralidade, cada um deve ter sua esposa, e cada mulher o seu próprio marido” (1Co 7.2).

A sexualidade sem fronteira – tomando carona com o título do último livro do psiquiatra e psicoterapeuta Flávio Gikovate – é mais uma declaração de falência. O autor de Sexualidade sem Fronteiras afirma que “o muro que separa a homossexualidade da heterossexualidade tem que cair”. No futuro, uma troca erótica mais lúdica entre as pessoas e a identidade sexual do parceiro não farão a menor diferença, e todos poderão circular livremente entre relacionamentos afetivos com pessoas do mesmo sexo e do sexo oposto, de acordo com Gikovate. A promiscuidade sexual tem uma grande dívida com a penicilina, que passou a curar a sífilis e outras doenças sexuais, e com o desenvolvimento da terapia antirretroviral, que diminuiu a preocupação de contrair e transmitir o HIV.

Frente a essas declarações de falência, parece oportuna aquela antiga fórmula: “Salve-se quem puder”. Ou aquela exortação: “Não siga a maioria quando ela faz o que é errado” (Êx 23.2). Ou aquele conselho de Jesus: “Entrem pela porta estreita, pois larga é a porta e amplo o caminho que leva à perdição, e são muitos os que entram por ela” (Mt 7.13). Ou aquele exemplo do mais notável nome do Antigo Testamento: “[Foi pela fé que Moisés] preferiu sofrer com o povo de Deus em vez de gozar, por pouco tempo, os prazeres do pecado” (Hb 11.25).

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