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Transtornos mentais

Dificilmente um profissional de saúde mental será capaz de repetir de cor o índice de transtornos mentais e neurológicos. E, a cada ano, esse número aumenta. Só para impactar, citam-se aqui em ordem alfabética alguns deles, entre os mais e os menos conhecidos, desde a simples melancolia até a psicose: agnosia, amnésia, anorexia, ansiedade, bulimia, compulsão, delírio, demência, depressão, esquizofrenia, fobia, histeria, hipocondria, ilusão, idiotice, mal de Alzheimer, maneirismo, masoquismo, neurose, obesidade mórbida, oligofrenia, parkinsonismo, perversão, psicose, sadismo, taquifemia, transtorno bipolar, transtorno esquizofreniforme, verbomania. Só com o prefixo dis há uma série de perturbações: disartria, disbasia, disbulia, discalculia, discinesia, discolia, disestesia, disfonia, disfrenia, disglossia, dislexia, dismnésia, disosnia etc. Na área das síndromes, temos a síndrome de Down, a síndrome neurovegetativa e até a síndrome do miado do gato. A psiquiatria chega a dividir os transtornos quanto à intensidade: oligofrenia leve, oligofrenia moderada, oligofrenia severa e oligofrenia profunda. Os diagnósticos são tantos e tão detalhados que deve sobrar um deles para cada um dos sete bilhões de habitantes do planeta, inclusive para a classe médica e para os ministros religiosos.
 
Um dos grandes problemas para a psiquiatria e para o paciente é saber quando o transtorno começa, quando se manifesta e quando acaba, se isso vier a acontecer. Desde o médico francês Philippe Pinel (1745–1826), o pai da psiquiatria, e do médico austríaco Sigmund Freud (1856-1939), o pai da psicanálise, um exército de estudiosos e pesquisadores está procurando entender cada vez mais a complexidade dos transtornos para oferecer uma qualidade de vida melhor para os pacientes e seus familiares. Nesse mister é preciso que haja uma conjunção dos trabalhos diagnóstico, terapêutico, reabilitador e preventivo, como diz o artigo A clínica psiquiátrica: ciframento diagnóstico, deciframento das casualidades e suas resoluções, escrito por professores da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes). A limitação é que “o discurso médico não é suficiente para responder aos paradoxos da clínica psiquiátrica”, segundo a psiquiatra Gilda Paoliello.
 
A assistência psiquiátrica é de suma importância, mas não é suficiente. Graças aos medicamentos que foram surgindo a partir da metade do século 20, “o casamento entre a psiquiatria e a farmacologia possibilitou uma revolução no tratamento psiquiátrico, esvaziando hospitais, diminuindo o sofrimento e melhorando a qualidade de vida dos pacientes, o que inspirou uma nova compreensão da natureza das doenças mentais”, resume o psiquiatra Pedro Schmidt do Prado Lima.

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