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Colunas — Meio ambiente e fé cristã

Os jovens terão visões

Em Joel 2.28 lemos: “E há de ser que, depois, derramarei meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões”. No coração de Deus há um lugar para os jovens. Um lugar honroso e cheio da ternura paterna. Eles são o futuro e, pelo Espírito de Deus, apontarão o futuro. Há também um lugar maravilhoso para os velhos, que preparam o caminho para o futuro, juntando seus sonhos com as visões da juventude.
 
Nos tempos atuais, os valores dominantes na chamada “sociedade de consumo” levam todos a abandonarem seus sonhos e visões, seja pela desistência diante da impossibilidade, seja pela troca por resultados imediatos. O futuro é muito longe, quando tudo é descartável.
 
Os jovens estão expostos à violência e submetidos às induções da pressão social. São levados a buscar a felicidade naquilo que proporciona sensação de saciedade rápida: alimento artificial, moda de curto prazo, equipamentos com obsolescência programada, status social indicado por bens de consumo. “Ter” é o principal critério para a valorização das pessoas. Condena-se os que nada têm à dolorosa sensação de não-ser. Fecha-se a porta da inclusão, deixando como alternativa os atalhos que levam à criminalidade e às várias formas de ser vítima dela.
 
Os números são os de uma guerra, conforme revela o Mapa da Violência, feito anualmente pelo sociólogo Julio Waiselfiz, com apoio do Instituto Sangari e do Ministério da Justiça. Em 2008, o Brasil tinha a incrível taxa de 26,4 homicídios a cada 100 mil habitantes e, entre os jovens, esse número saltava para 52,9. Em 2010, a situação havia se agravado, e o mapa mostrou uma situação ainda mais trágica para os que já são fragilizados pela pobreza e pelo preconceito racial: são 28,3 jovens brancos mortos a cada 100 mil habitantes, enquanto entre os jovens negros a taxa é de 72.
 
A dor cotidiana passa quase despercebida, na rapidez e na superficialidade contemporâneas. Porém, é tão grande quanto a dor da tragédia da cidade gaúcha de Santa Maria, em que morreram quase 250 jovens na boate Kiss e mais de oitenta vidas ainda estão ameaçadas em hospitais no Rio Grande do Sul. As notícias da dor estão todos os dias nos jornais, junto com os esforços de consolo oferecidos por parentes, religiosos, instituições públicas.
 
Por enquanto, alcança-se um estado de alerta. Criam-se, ao menos momentaneamente, condições para o aprendizado da sociedade, a intensificação da consciência dos direitos e deveres da cidadania.
 
Contudo, há um nível mais amplo desse estado de alerta, que ainda precisamos alcançar para evitar a tragédia anunciada de um incêndio global – o aquecimento do planeta. Bilhões de jovens e velhos são as vítimas. Uns têm seus sonhos asfixiados pela ganância e pelas injustiças; outros têm sua visão obscurecida por uma crise civilizatória que lhes extermina o futuro.
 
Para esse alerta global, precisamos de um verdadeiro despertar. Para além do susto, do medo e até mesmo das providências para prevenir novos desastres, responsabilizar e punir os culpados, é preciso integrar em nossas relações uns com os outros, conosco mesmos e com a natureza a necessária dimensão do amor e cuidado. Com ele, nossos sonhos e visões estarão em constante alinhamento com a incumbência dada por Deus às gerações presentes, de produzir em seu tempo um caminho mais favorável às gerações que virão.
 
• Marina Silva é professora de história e ex-senadora pelo PV-AC.

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