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Desde quando Sorocaba é do Senhor Jesus Cristo?

Em seu artigo “Da laicidade do estado ao fundamentalismo religioso”, Gabriel Bitencourt diz que há, na entrada da cidade de Sorocaba, um totem com a seguinte inscrição: “Sorocaba é do Senhor Jesus Cristo”. Parece que ele tem razão. O “Dicionário de Termos Religiosos e Afins”, do franciscano Aquilino de Pedro Hernandez, professor na Faculdade de Teologia da Pontifícia Universidade Católica do Chile, diz que totem (ou tóteme) “é um animal, planta ou outro qualquer objeto com o qual uma tribo ou grupo entre em relação mágico-religiosa, que passa a ser emblema do grupo dentro de outros grupos da mesma sociedade”.
 
Estudantes de direito reclamam contra a placa e dizem que dificilmente a prefeitura permitiria a colocação de outra placa com dizeres diferentes, como, por exemplo, “Sorocaba é de Oxalá”.
 
Para o missiólogo Carlos Caldas, o jargão “A cidade tal é do Senhor Jesus Cristo” é “um ranço da onda de batalha espiritual divulgada por um missiólogo americano e popularizada no Brasil por uma discípula dele. Essas pessoas entendem que o mundo está na mão dos demônios e os cristãos precisam resgatar o mundo para Jesus”. Essa providência não passa – afirma o missiólogo – de “uma ingenuidade ufanista que pensa que a salvação está nos evangélicos”. Na verdade, o que os implementadores dessas placas querem é que “a cidade se torne de maioria evangélica”.
 
Não é por meio de declarações pomposas que uma cidade se converte a Jesus. O que pode contribuir para a conversão de alguns ou muitos cidadãos de cada centro urbano é a pregação do evangelho de Jesus tanto por meio do como pelo anúncio claro e poderoso da Palavra no poder do Espírito Santo.
 
Realisticamente falando, essas placas não estão dizendo a verdade. Não há uma cidade da qual se possa dizer impositivamente que ela é do Senhor Jesus Cristo. Nem Roma, nem Aparecida, nem Genebra, nem Wittenberg!
 
Muito melhor seria colocar em algum lugar a cruz vazada, porque ela anuncia os dois pilares do cristianismo: a morte vicária e a ressurreição de Jesus Cristo. Seria um anúncio e não uma declaração imposta.

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