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O Espírito Santo em movimento no drama da criação e na história do êxodo

O Espírito de Deus na criação

O Evangelho segundo João deixa claro que Jesus participou da criação: “Todas as coisas foram feitas por intermédio dele; sem ele, nada do que existe teria sido feito” (Jo 1.3). Pouco adiante, o autor insiste: “Aquele que é a Palavra [ou o Verbo] estava no mundo, e o mundo foi feito por intermédio dele” (Jo 1.10). O mesmo se pode dizer do Espírito Santo.
 
A primeira referência à terceira pessoa da Trindade aparece no início do primeiro livro das Escrituras: “A terra era um vazio, sem nenhum ser vivente, e estava coberta por um mar profundo. A escuridão cobria o mar, e o Espírito de Deus se movia por cima da água” (Gn 1.2). O sujeito do verbo “mover” é o Espírito de Deus, como está no original hebraico e em todas as versões e paráfrases protestantes e em algumas versões católicas (como a Bíblia Ave Maria e a tradução da CNBB). Outras trocam a palavra Espírito por “vento tempestuoso” (EP), “sopro” (TEB, BJ), “alento” (BP) ou “espírito”, com inicial minúscula (BH).
 
Quando se refere à criação do ser humano, o autor de Gênesis diz: “Agora vamos fazer os seres humanos, que serão como nós, que se parecerão conosco” (Gn 1.26). Esse plural pode indicar a presença não só de Deus (o Pai), mas também de Jesus (o Filho) e do Espírito Santo. Nesse caso, seria a primeira referência bíblica à Trindade, uma pluralidade dentro da unidade divina, que só mais tarde apareceria com maior clareza e insistência.
 
O Espírito Santo na construção do tabernáculo

Na mesma época (a caminhada de Israel do Egito a Canaã, por volta de 1.400 antes de Cristo) e no mesmo lugar (deserto do Sinai), além de receber das mãos de Deus os Dez Mandamentos, o povo de Israel começou a construir um templo móvel, chamado de tabernáculo. A obra exigia material de construção variado, que incluía madeira de acácia, metais preciosos, tecidos de diferentes cores, panos feitos de pelos de cabra e de outros animais. Tudo deveria ser muito bem feito para honra e glória de Deus, porque o tabernáculo seria o lugar onde o povo poderia focalizar a presença do Senhor, de lugar em lugar, até a construção do templo de Salomão.
 
O arquiteto-mor de toda aquela obra seria um homem chamado Bezaleel, nome que significa “na sombra de Deus”. Deus deu a ele “inteligência, competência e habilidade para fazer todo tipo de trabalho artístico; para fazer desenhos e trabalhar em ouro, prata e bronze; para lapidar e montar pedras preciosas; para entalhar madeira; e para fazer todo tipo de artesanato” (Êx 31.3-5). O mais expressivo é que Deus lhe deu não apenas esses numerosos dons artísticos, mas, antes de tudo, o encheu com o seu Espírito (Êx 31.3). Esse dom é maior do que todos os outros. É a primeira referência bíblica à plenitude do Espírito.
 
O Espírito Santo no deserto

Pouco depois do reinício da viagem, a partir do monte Sinai, Moisés teve uma crise de cansaço e desânimo. Chegou a fazer um desabafo longo e sentido diante de Deus: “Por que me tens tratado tão mal? Por que estás aborrecido comigo? Por que me deste um trabalho tão pesado de dirigir todo este povo? Eu não fiz este povo, nem dei à luz esta gente! Por que me pedes que faça como uma babá e os carregue no colo como criancinhas para a terra que juraste dar aos seus antepassados? Onde poderia eu conseguir carne para dar a todo este povo? Eles vêm chorar perto de mim e dizem que querem comer carne. Eu sozinho não posso cuidar de todo este povo; isso é demais para mim! Se vais me tratar desse jeito, tem pena de mim e mata-me! Se gostas de mim, não deixes que eu continue sofrendo deste jeito!” (Nm 11.11-15).
 
Curioso é que aqui é Moisés quem confessa: “Eu sozinho não posso cuidar de todo este povo”. Muitos anos depois, é Jesus quem tenta convencer os discípulos dessa impossibilidade: “Sem mim vocês não podem fazer nada” (Jo 15.5). É muito melhor admitir de modo próprio o tamanho enorme da responsabilidade e o tamanho pequeno dos recursos próprios do que tomar conhecimento dessas realidades por meio de outras pessoas. Moisés faz exatamente isso. E Paulo também, quando grita: “Que situação terrível, esta em que me encontro! Quem é que me livrará deste corpo que me leva à morte?” (Rm 7.24, NBV).
 
Em resposta ao “eu não aguento mais” de Moisés, Deus o mandou reunir setenta homens que tivessem o dom de liderança “dentre os mais respeitados do povo de Israel”. O que Deus faria em seguida é surpreendente: “Tirarei um pouco do Espírito que está sobre você e porei sobre eles. Dessa forma, receberão capacidade para assumir parte do fardo desse povo. Você não terá que carregar tudo sozinho” (Nm 11.17, AM).
 
Dessa passagem se depreende facilmente que Moisés era revestido do Espírito Santo e que os setenta auxiliares, a partir daquele episódio, também o seriam. Mesmo já sendo uma elite no meio do povo, eles precisavam do Espírito para terem a necessária capacidade no desempenho de suas novas responsabilidades.
 
Na despedida realizada no Cenáculo de Jerusalém, Jesus promete aos discípulos enviar-lhes outro Auxiliador, o Espírito Santo, o mesmo que havia ajudando Moisés e os setenta, mais de 1.200 anos antes.

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