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Seções — Vamos ler!

Vamos ler!

“Dê Outra Chance à Igreja”
Encontrando novo significado nas práticas espirituais
Todd Hunter
184 páginas
Ultimato, 2012
Um casal brasileiro de formação batista, que trabalhou com missionários no sudeste asiático por mais de três anos, agora se denomina cristão sem igreja. No penúltimo censo, o IBGE descobriu que há mais pessoas que se identificam como evangélicos do que a soma de todos os cristãos filiados a uma denominação. Em sete anos, o número de evangélicos sem igreja passou de 4% em 2003 para 14% em 2009. Admitindo ou não, eles estão formando mais uma denominação protestante, além das 38 mil já existentes. Quem sabe, daqui a pouco tempo, eles serão mais numerosos do que as denominações históricas e até mesmo que as denominações pentecostais mais antigas. Seria juízo temerário afirmar que os responsáveis por esse fenômeno sejam os sem-igreja ou os com-igreja.
 
O recém-lançado Dê Outra Chance à Igreja (Editora Ultimato), de Todd Hunter, ex-presidente e coordenador da Igreja Vineyard nos Estados Unidos e atual bispo da Igreja Anglicana, propõe uma reconciliação dos sem-igreja com os demais cristãos. O próprio título revela esta boa vontade. O autor fala com autoridade, pois ele mesmo passou pelo que chama “minha noite escura da igreja” e tornou-se por algum tempo um sem-igreja, mesmo sendo pastor de uma igreja não-tradicional. Pode-se dizer que o livro, traduzido por William Lane, pastor presbiteriano brasileiro, partiu da experiência de Hunter: “Procurava uma igreja que fosse menos mecanicista, menos dirigida por números, menos hierárquica e menos esquisita” (p. 23).
 
Em seu livro, Todd Hunter valoriza a igreja:
“Por mais que alguns se sintam esgotados com as reuniões de igreja, não acredito que a igreja deva deixar de se reunir; tampouco precisa tornar os seus encontros cada vez mais sintonizados com a moda. O povo de Deus se reuniu semanalmente em tabernáculos, templos, prédios de igreja e lares durante milhares de anos, e continuará a fazê-lo. Entretanto, a igreja precisa repensar o propósito de suas reuniões” (p. 44).
“[A igreja] é uma entidade sagrada dentro de uma realidade secular maior” (p. 120).
“Depois da ascensão de Cristo, do derramamento do Espírito e do estabelecimento da igreja, a igreja se tornou o principal meio pelo qual a ação de Deus é expressa” (p. 163).
Nas primeiras páginas de Dê Outra Chance à Igreja, William Lane, que assina também a apresentação à edição brasileira, escreve: “Se você está saturado da igreja e acha que ela já deu o que tinha que dar em termos de alimento espiritual, se você está buscando outras formas externas à igreja de pastorear a sua alma, você precisa ler este livro e dar outra chance à igreja!” (p. 12). E, nas últimas, o próprio autor repete: “Espero que você dê à igreja outra chance!” (p. 163).
 
Por Elben César


“Inni, um Menino da Roça”
Memórias de minha juventude
Lindolfo Weingärtner
224 páginas
Encontro Publicações, 2012
O livro é uma autobiografia do período da infância e da juventude do pastor Lindonfo Weingärtner, hoje com 90 anos. É um relato pessoal e despretensioso. Uma versão menor foi escrita anteriormente como uma coleção de memórias para seus filhos e netos. O livro acaba sendo muito mais que isto.
 
Weingärtner passou a infância em Santa Isabel, SC, a 40 quilômetros de Florianópolis. Nascido em 1923 e o nono de dez irmãos, teve quatro filhos e doze netos. Sua primeira esposa morreu em 1989, e ele se casou novamente.
 
Inni (como era tratado em família) conta como a formação familiar lhe serviu de base para toda a vida. Ainda hoje se comove ao lembrar do pai com as mãos calosas dobradas, orando às refeições: “Komm, Herr Jesus, sei unser Gast und senge, was du uns beschert hast” (“Ó, vem, Senhor Jesus, sê nosso convidado, e tudo que nos dás nos seja abençoado”.) A mãe, mais falante, ao final da tarde lia a Bíblia com os filhos. Os Dez Mandamentos eram conhecidos e utilizados como regra do lar.
 
Sem rabugice, o pastor Lindolfo demonstra saudosismo por um tempo que passou. Ele está certo ao dizer, por exemplo, que as gerações atuais sabem pouco sobre “disciplina mental”.
 
A decisão de que seria encaminhado ao ministério aconteceu quando tinha 11 anos. Em 1935, com 12, já estava no Instituto Pré-Teológico (IPT), da Igreja Evangélica de Confissão Luterana, em São Leopoldo, RS. Aos 16, ele já tinha lido doze grossos volumes da obra de Goethe. Aos 19, em virtude de vários pastores terem sido retirados de seus campos e detidos na Colônia Penal Daltro Filho, em Porto Alegre, RS, durante a Segunda Guerra, ele e outros jovens aspirantes ao ministério -- depois de duas semanas de “aprendizado de emergência” (período em que lhes ensinaram a batizar, celebrar casamentos e realizar ofícios fúnebres) -- assumiram o pastorado em diferentes campos.
 
O pastor Lindolfo, que é também autor de outros livros (“Flores no Jardim de Agostinho”, por exemplo), relembra seus “encontros” com o Senhor. Quando, ainda garoto, contou as estrelas e sentiu sua pequenez e a grandiosidade da criação; quando, aos 14 anos, começou a ler o Novo Testamento, que, surpreendentemente, não era lido no IPT; quando confessou sua forte propensão ao mal, após um sério incidente em que perdeu as estribeiras com um aluno; quando criou o lema “círculo não fechado, mas que será fechado”, para guiar as suas questões em teologia.
 
Com a publicação destas memórias o autor aponta para “a graça e o amor de Deus a revelar-se na vida de um guri da roça”. Intenção alcançada! Que o livro seja lido por muitos. Especialmente por jovens!
 
Por Klênia Fassoni


 “Tibica”
O defensor da ecologia
Renato Canini
96 páginas
Formato Editorial, 2010
As tirinhas reunidas neste livro foram originalmente publicadas em vários jornais do país a partir de 1978. Tibica é um personagem ecológico que faz críticas à devastação da natureza, à violência e à exploração do índio. Para o autor, este foi o seu trabalho mais importante. O texto não esconde a fé deste senhor de 76 anos, casado com a também desenhista Maria de Lourdes. Eles vivem em Pelotas, RS. Canini ilustrou mais de cem histórias do Zé Carioca, trabalhou na revista “Recreio” e no “Pasquim”. Recebeu vários prêmios, entre eles o troféu Grande Mestre -- HQ MIX, São Paulo, em 2002. Seus livros mais conhecidos são “Dr. Fraud” e “Cadê a Graça que Estava Aqui?”.
 
A ilustração da seção Vamos ler! desta edição foi feita por ele, especialmente para Ultimato.
 
Por Klênia Fassoni

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