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Colunas — Cidade em foco

A cidade de Deus, a cidade da justiça

Jorge Henrique Barro
 
A palavra “cidade” é mencionada 33 vezes no livro de Apocalipse. Ficam claras nesta narrativa de João duas ênfases: “a grande cidade”, Babilônia, e “a cidade de Deus”, Jerusalém, descritas com riqueza de detalhes.
 
A grande cidade é caracterizada como “cidade cruel”, em cuja rua principal os cadáveres são expostos (11.8); “cidade impiedosa”, lugar da crucificação do Senhor (11.8); “cidade poderosa” (18.10); “cidade rica” (18.19), vestida de linho fino, de roupas de púrpura e vestes vermelhas, adornada de ouro, pedras preciosas e pérolas (18.16); “cidade arrogante” (18.18). E sobre ela pesam condenações: é fracionada em três partes (16.19); beberá no cálice do vinho do furor do Senhor (16.19); em apenas uma hora chegará a sua condenação! (18.10); lançarão pó sobre a cabeça, e lamentando-se e chorando, gritarão: “Ai! A grande cidade!” (18.19); será lançada por terra para nunca mais ser encontrada (18.21).
 
A cidade de Deus, por sua vez, é descrita como: a “Nova Jerusalém”, que desce do céu da parte de Deus (3.12); “cidade amada” (20.9); “cidade santa” (21.2, 10); “cidade dos doze fundamentos”, e neles estavam os nomes dos doze apóstolos do Cordeiro (21.14); “cidade quadrangular” (21.16), com 2.200 quilômetros de comprimento (a largura e a altura eram iguais ao comprimento); “cidade de ouro puro” (21.18, 21) em sua rua principal; “cidade sem templo”, pois o Senhor Deus todo-poderoso e o Cordeiro são o seu templo (21.22); “cidade sem sol nem lua” (21.23), pois a glória de Deus a ilumina, e o Cordeiro é a sua candeia; “cidade no meio de cuja rua principal há o rio da água da vida” (22.1-2); “cidade sem maldição alguma” (22.3), pois o trono de Deus e do Cordeiro estará na cidade, e os seus servos o servirão; “cidade dos bem-aventurados” (22.14), que lavaram suas vestes, ganharam o direito à árvore da vida, para assim poder entrar na cidade pelas portas; “cidade dos fiéis” (22.19).
 
A “grande cidade” torna-se pequena e insignificante diante da “cidade de Deus”! Crueldade, impiedade, poder injusto, riqueza a custo dos demais, exibicionismo e arrogância clamaram os “ais” do Senhor. Os poderosos da grande cidade não contavam com a possibilidade de que “Deus lembrou-se da grande Babilônia e lhe deu o cálice do vinho do furor da sua ira”. Essa “mulher” (17.18), que reinava sobre os reis da terra, que amedrontava por causa do seu tormento, não contava que “em apenas uma hora chegaria a sua condenação”.
 
Nós cristãos precisamos encontrar conforto no fato de que “Deus se lembra”. Está ficando registrado em sua memória o que essas “grandes cidades”, poderosas e malignas, fazem para oprimir seus cidadãos, tornando suas vidas em pleno inferno. Fazem isso porque elas mesmas são o inferno. Se a nova Jerusalém é reconhecida na Bíblia como sendo a “cidade santa”, o novo céu e nova terra (Is 65.17; 66.22; 1Pe 3.13; Ap 21.1), então qual é o nome da cidade do inferno? Babilônia, a grande cidade!
A “cidade de Deus” representa não apenas o asilo permanente dos que entram por suas portas (22.14), mas o extermínio total de toda maldade e destruição, porque o Senhor cumprirá sua palavra: “Não farão nem mal nem destruição em todo o meu santo monte” (Is 65.25).
 
A cidade de Deus é cidade amada, santa, que honra seus mártires (doze fundamentos com os nomes dos doze apóstolos do Cordeiro). É grande, cheia de ouro puro, onde não há templos, apenas adoradores do Senhor Deus todo-poderoso e do Cordeiro. Ela não precisa de sol nem lua porque a glória de Deus a ilumina e o Cordeiro é a sua candeia. Em sua rua principal há o rio da água da vida. É uma cidade sem maldição alguma, cheia de gente que tem prazer em servir, gente feliz, gente fiel, povo de propriedade exclusiva de Deus. Esse povo tem um destino, pois, “de acordo com a sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, onde habita a justiça” (1Pe 3.13).
 
Atrevo-me a resumir a cidade de Deus em uma só palavra: “justiça!” Ela é a expressão da justiça de Deus para com o mundo. Diante disso, “Quem não te temerá, ó Senhor? Quem não glorificará o teu nome? Pois tu somente és santo. Todas as nações virão à tua presença e te adorarão, pois os teus atos de “justiça” se tornaram manifestos” (Ap 15.4). O aviso já foi dado: “Eis que venho em breve! A minha recompensa está comigo, e eu retribuirei a cada um de acordo com o que fez” (Ap 22.12). Como nós, pessoalmente e como igreja, devemos responder a esse “aguardar” a vinda do Senhor?
 
““Continue” o justo a praticar “justiça”; e “continue” o santo a “santificar-se”” (Ap 22.11).
 
A maneira como o cristão espera o novo céu e nova terra é “continuando a praticar a justiça e a exclusividade de relação para com Deus!”
 
• Jorge Henrique Barro é professor da Faculdade Teológica Sul Americana e presidente da Fraternidade Teológica Latino Americana (continental).

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