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Seções — Carta ao leitor

A Europa na berlinda

Há quem diga que na Europa “as boas novas não são novas nem boas”. Não há como negar que no mundo pós-guerra e, principalmente, na Europa “o secularismo tomou asas e voou mais alto”. Na verdade, em 1910, oito das dez nações mais cristãs do mundo eram europeias. Passados 100 anos, apenas duas permanecem na lista (a antiga Rússia soviética e a antiga Alemanha nazista). Diz-se que a população europeia é mais cristã de nome do que de fato -- o que também acontece no Brasil e nos demais países latinos. Nos últimos anos, tanto protestantes como católicos discutem sobre a reevangelização, ou a nova evangelização, da Europa. Além de falar, ambos os grupos estão enviando missionários para aquele continente, que já foi o maior celeiro missionário da história.
 
Precisa haver equilíbrio nessas análises. Se não há lugar para o otimismo exagerado, também não o há para o pessimismo exagerado. Nas palavras do papa Bento XVI, “A Europa sem o cristianismo não é mais Europa europeia”. No artigo O paradoxo da missão cristã na Europa, Jim Memory, diretor e tutor do curso de mestrado em missões europeias no Reino Unido, informa que 70% dos europeus afirma acreditar em Deus. Não vamos perder a esperança, pois ela “triunfa nos dias em que tudo nos leva ao desespero”, como disse o suíço H. E. Alexander. Memory conclui o seu artigo cheio de esperança: “Se o apóstolo Paulo conseguiu enxergar esperança no paradoxo do contexto da missão dele, também podemos enxergar na Europa”.
 
 
Na página 60, Valdir Steuernagel cria um diálogo entre Pedro, quando ainda pescador de peixes, e sua mulher. Ela está preocupada com o sustento da família quando ele se tornar pescador de almas. Porém tudo termina bem para eles. E os Grzybowski, na seção “Casamento e família”, lembram que “a sabedoria da Palavra de Deus nos ensina, há milênios, que a ruptura não é a melhor solução, pois não resolve a essência do problema: a incapacidade de criar o novo a partir das diferenças”.
 
Um leitor pergunta a Ed René o que é disciplina eclesiástica e ele responde: “As ações da disciplina são a admoestação e a advertência, a exortação e o encorajamento, a repreensão e a correção e, em casos extremos, o afastamento da comunidade”. Na Pastoral lemos que desmoralizar para sempre o irmão ou a irmã que precisam de disciplina é um escândalo maior do que o que ele cometeu.
Boa leitura.
 
E. César

Opinião do leitor

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