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Edição 334
Janeiro-Fevereiro
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Para escapar da culpa, da vergonha e do escândalo, muitos pecadores tomam providências inúteis. Costumam abafar, acobertar, encobrir, esconder ou ocultar o pecado cometido. Outra providência de pouca duração é negar o que de fato aconteceu. A família e as autoridades civis ou religiosas às vezes tentam engavetar o processo ou desqualificar os denunciantes ou as vítimas em benefício do verdadeiro culpado. Outro expediente que o transgressor toma é inverter a culpa, como Adão fez: “Foi a mulher que me deste por companheira que me deu do fruto da árvore, e eu comi” (Gn 3.12). Culpa-se o diabo, os poderes ocultos, o decote da mulher alheia, o celibato, a genética, a educação recebida no lar, as oportunidades para o mal (como o convite da mulher de Potifar) e coisas assim. Nem sempre, porém, o caminho de volta começa antes da condenação. Nem sempre a tolerância corrige o faltoso.
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Ninguém que não tenha sido perdoado é livre
John Stott
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