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Seções — Carta ao leitor

Não deixemos desvanecer a glória de Deus no correr de 2012!

A Bíblia registra que Jesus se sentou ao lado direito de Deus, o Todo-Poderoso, “depois de ter ‘purificado’ os seres humanos dos seus pecados” (Hb 1.3). Não está escrito apenas “depois de ter perdoado os pecadores de seus pecados”. Registra-se também que Jesus deu a vida pela igreja, “lavando-a com água e purificando-a com a sua palavra” (Ef 5.26). No dia da expiação, o sacerdote só vestiria as vestes sagradas e entraria no Santo dos Santos depois de banhar o seu corpo com água (Lv 16.4). Além disso, ele purificaria e santificaria o altar com o sangue do novilho e do bode, aspergindo-os sete vezes sobre ele (Lv 16.19). E aquele que levasse o bode sobrecarregado de pecados para o deserto (longe do povo) só poderia voltar ao acampamento depois de lavar suas roupas e tomar banho (Lv 16.28).
 
Essa é a importância que as boas novas dão à purificação daquele que peca. É possível que os pecadores de hoje, quando cientes de seus pecados, pensem mais no perdão e menos na purificação. Todavia, culpa e mancha são irmãs gêmeas e o pecador precisa se livrar delas, para sentir alívio de ambos os problemas e não de um só. O sacrifício vicário de Jesus é a provisão certa para um e outro. No Apocalipse, os salvos, além de perdoados, estão sempre vestidos de roupas brancas (sem sujeira alguma), bem como os anjos e os 24 anciãos (3.4; 4.4; 6.11; 7.9, 13). Esse assunto solene é matéria de capa desta edição.
Na seção “Cidade em foco”, Jorge Barro nos diz que antes do mandato evangelístico de ir por todo o mundo e pregar o evangelho de perdão e de purificação (Mc 16.15), Deus nos deu o mandato cultural de cuidar do mundo (Gn 1.28).
 
Ed René Kivitz escreve um belo texto sobre a graça, aquela “disposição autodeterminada de Deus de amar e se relacionar com suas criaturas independentemente de seus méritos ou virtudes”.
 
Do belo texto ao artigo inquietante do bispo Robinson Cavalcanti, lemos neste que a chamada “civilização ocidental” é “cada vez mais ex-cristã, pós-cristã e anticristã”.
 
Finalmente, carreguemos no correr deste novo ano a exortação de Ricardo Barbosa de Sousa: “A glória de Deus se desvanece quando seu povo já não anda segundo seus propósitos”.
 
Elben César

Opinião do leitor

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