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Seções — Caminhos da missão

Fui à China (Parte 1)

Quando eu era adolescente, (e isto não faz tanto tempo) os meus presentes prediletos eram os livros de histórias que minha mãe comprava. Lembro-me de um em especial, “O Rouxinol do Imperador”, que contava sobre um imperador chinês que possuía um rouxinol encantado preso em uma linda gaiola de ouro.

Este era o meu livro predileto, especialmente pelos desenhos de colorido forte, com muito vermelho e dourado. Eu ficava pensando se as casas com aqueles telhados pontudos realmente existiam; mas, imaginava que fossem apenas desenhos de casas diferentes.
Trinta anos depois, meu sonho foi realizado: fui ao país do rouxinol encantado. Não conheci o imperador, tampouco encontrei algum rouxinol. Do imperador hoje restam apenas os museus lotados de um passado de riquezas e glórias.

A beleza e a modernidade dos grandes arranha-céus quase me fizeram esquecer que eu estava no país do meu velho livro. Até que entrei no templo budista de arquitetura milenar, com seu charmoso e exótico telhado de enormes e curvadas pontas, que nos fazem lembrar as ricas e elegantes sapatilhas dos antigos marajás indianos. Fixei os olhos no telhado e agradeci a Deus a oportunidade de poder conhecer o país do imperador.

Com minha câmera em outra direção, vi dezenas de fiéis -- adultos e crianças pequenas -- carregando grandes maços de incenso acesos; outros estavam ajoelhados com os rostos no chão diante da grande estátua do Buda. Observei os gestos repetitivos de cada adorador, em atitude de total reverência e fé. Então pensei: “Ah, se eles conhecessem a Jesus Cristo!”. Monges com roupas cor de açafrão completavam a cena de adoração; olhares serenos, gestos lentos e programados realizavam o repetitivo ritual de milhares de anos, sem nenhuma novidade de vida.

Nossos corações estavam carregados de tristeza por ver tantos à procura de paz e solução para suas vidas no grande Buda. Então resolvemos que já era o bastante para aquele dia e decidimos apenas andar pelas ruas e observar as pessoas. Parei meu olhar no idoso e maltrapilho chinês que caminhava lentamente. Os longos, lisos e brancos cabelos chegavam até a cintura, combinando com os lisos e longos fios da barba.

Lembrei-me novamente do meu livro de histórias, pois, nele, o imperador tinha longos cabelos e longas barbas. O velho chinês cantava uma música em seu dialeto. Comecei a pensar: “O que será que ele está cantando? Será uma velha e famosa canção chinesa? Será um lamento? Será que esta canção o faz relembrar tempos felizes? Ah, se eu pudesse conversar com ele e ouvir alguma história da China antiga! Poderia contar-lhe também a história do rei Jesus Cristo...”.

O velho chinês passou por mim de cabeça baixa, sem esperanças, sem alvos, apenas vivendo aquele dia. A noite chegou e o frio aumentou, trazendo-me mais tristeza pelo velho chinês, que com certeza nada possuía, além do fôlego de vida, das calçadas, das marquises, das sombras das árvores. Quem sabe ele podia até ouvir o canto de algum rouxinol chinês...

Juscelandia Septimio Caldeira é casada com Jonatas Caldeira, mãe de Davi e Priscila e missionária na Índia e nas Filipinas.

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