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Colunas — Cotidiano

O leitor pergunta

Pastor, meu nome é Leonel e gostaria de saber se estou errado em interpretar passagens como Salmos 1.3 e Isaías 55.8-9, e testemunhos bíblicos como os de José no Egito e Jó, que teve tudo em dobro, como promessas de prosperidade para a minha vida. Os pastores estão errados em pregar esse tipo de promessas em suas igrejas?
Caro Leonel, a utilização dos textos para dar fundamento à chamada teologia da prosperidade, também conhecida por confissão positiva, se explica pelo equívoco hermenêutico de não se fazer distinção entre a nação de Israel do Antigo Testamento e a Igreja de Jesus do Novo Testamento. Os propósitos e promessas de Deus para Israel não se aplicam à Igreja de Jesus. A nação de Israel se resumia a um povo (etnia) numa terra, Canaã, que seria protegido e abençoado por Deus sempre que permanecesse fiel à Lei de Moisés. O texto de Deuteronômio 28 é o mais emblemático de todos. Já a Igreja de Jesus é a comunhão de pessoas de toda tribo, raça, língua e nação, espalhadas por todos os lugares até alcançar os confins da Terra, vivendo sob a perseguição e o ódio do mundo. Basta perceber que, no Antigo Testamento, quanto mais fiel a Deus era o povo, maior era a sua prosperidade. No Novo Testamento, quanto mais fiel a Jesus é o povo, maiores as suas dificuldades: “Se o mundo os odeia, tenham em mente que antes odiou a mim. Se vocês pertencessem ao mundo, ele os amaria como se fossem dele. Todavia, vocês não são do mundo, mas eu os escolhi, tirando-os do mundo; por isso o mundo os odeia. Lembrem-se das palavras que eu lhes disse: nenhum escravo é maior do que o seu senhor. Se me perseguiram, também perseguirão vocês. Se obedeceram à minha palavra, também obedecerão à de vocês. Tratarão assim vocês por causa do meu nome, pois não conhecem aquele que me enviou” (Jo 15.18-21). Os apóstolos assim ensinaram todos quantos desejaram seguir a Jesus: “É necessário que passemos por muitas tribulações para entrarmos no reino de Deus” (At 14.22), pois “todos os que desejam viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (2Tm 3.12). As recompensas de Deus para Israel estavam relacionadas à prosperidade material na história, enquanto as recompensas de Deus para a Igreja são espirituais e se consumam na eternidade: “Bem-aventurados serão vocês quando, por minha causa os insultarem, perseguirem e levantarem todo tipo de calúnia contra vocês. Alegrem-se e regozijem-se, porque grande é a recompensa de vocês nos céus, pois da mesma forma perseguiram os profetas que viveram antes de vocês” (Mt 5.11-12). Ariovaldo Ramos resume essa distinção entre Israel e a Igreja dizendo que Israel tinha a missão de trazer o Messias para a história, e a Igreja tem a missão de levar testemunho a respeito do Messias até os confins da Terra. Propósitos distintos, promessas distintas, recompensas distintas.

Meu nome é Rosângela, sou estudante de teologia e gostaria que o senhor me explicasse o significado de “fundamentalismo”.
Rosângela, o fundamentalismo, no contexto do cristianismo, tem pelo menos três dimensões, ou formas de expressão: as crenças teológicas, a postura filosófica e a atitude social. Em relação às crenças teológicas, tem sua origem no início do século passado, quando a Assembleia Geral da Igreja Presbiteriana Americana, em 1910, em resposta ao liberalismo teológico europeu, definiu uma declaração de cinco fundamentos considerados inegociáveis à fé evangélica: os milagres, o nascimento virginal, a morte expiatória e a ressurreição de Cristo, e a autoridade das Escrituras. Estes cinco pontos foram desdobrados em uma série de doze livretos chamados de “Os Fundamentos” (“The Fundamentals”). A partir de então, o fundamentalismo ficou associado a uma crença de que existem alguns conceitos religiosos que representam a verdade única sobre a humanidade e a divindade. A postura filosófica diz respeito à tensão entre racionalidade objetiva e subjetividade. Os fundamentalistas são pouco afeitos aos aspectos subjetivos da experiência de fé e favorecem as crenças racionalmente formuladas. Finalmente, o fundamentalismo está relacionado a uma atitude sectária e totalitária. Os fundamentalistas se consideram detentores da verdade, reivindicam para si um relacionamento especial com Deus e geralmente são hostis e implacáveis contra os que discordam de suas proposições doutrinais e éticas, considerando-os inimigos a serem combatidos e destruídos.

Ed René Kivitz é pastor da Igreja Batista de Água Branca, em São Paulo. É mestre em ciências da religião e autor de, entre outros, “O Livro Mais Mal-Humorado da Bíblia”.
www.edrenekivitz.com

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